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sábado, 17 de agosto de 2013

The Vaccines dando as cartas do jogo.

De olho nos hinos que são melodias viciantes e inesquecíveis.

Então, a banda inglesa uma das mais preferidas desse blog, o The Vaccines tá num ritmo a toda voltagem. Depois de aparecer nos maiores festivais do mundo tipo uns como Glastonbury, Lollapalooza e Bonnaroo (só) e num tal show dos The Rolling Stones, num tal de Hyde Park abrindo pros tiozões lendas do rock, eles não querem saber de firulas. Já colocaram um EP novo agora, o "Melody Calling" que acaba de ser lançado e são principais atrações do V Festival que rola nesse fim de semana agora. Não satisfeitos, já planejam novo album para ano que vem ou o proximo e... o que mais esperar dos The Vaccines?

Tive a honra de assistir eles no show que fizeram agora em maio em SP, (critica do show) e com o clima de rock'n roll viciante e incrível, acabei saindo do show achando ter visto o melhor show dos ultimos tempos. Eles que transformaram um O2 Arena, em Dublin semanas antes, numa dinamite pura, já são verdadeiras e reais promessas da música, de gente tipo NME, Guardian e blogs de música.

Não dá pra ficar indiferente a albuns tão bons quanto os dois que lançaram um tempo atrás, os "What Did You Expect From The Vaccines?" e "Come Of Age", que já meio que são obras tão bem acabadas e com hits tão deliciosos e dançantes, que me ouso a uma pergunta: o que eles esperam de si mesmos? Em parte percebo que essa é uma pergunta que é do tamanho da qualidade deles e do rotulo (que sempre achei de mal gosto, rotular uma banda indie como indie e isso ser um rotulo infinito), mas talvez seja melhor simplesmente parar de prever algo e se preocupar a toa. Eles arrebentam, e nada mais deve ser questionado. De "If You Wanna" a "No Hope", nenhuma banda hoje traduz com tamanha honestidade os sentimentos do que é ser jovem nos dias atuais. Quando me paro ouvindo "Blow Up" ou "Norgaard", e até mesmo as "Teenage Icon" e "I Always Knew", do segundo album, bato palmas comigo mesmo. São lindas e profundas, digo as letras, digo as melodias dessas canções. Enfim, é coisa boa.

Um joia do moço.


O EP "Melody Calling" traz quatro sons. A faixa-titulo, que é um pouco de Manic Street Preachers e um pouco de new wave ali, num som que já vem sendo tocado nos shows, inclusive no que fizeram aqui em SP esse ano. Depois vem as ótimas "Do You Want a Man?", que começa com guitarras delirantes e um som tão pop quanto um rock psicodélico e seria um Vaccines mais maduro? Legal é a faixa seguinte, "Everybody's Gonna Let You Down", a faixa que mais gostei. Tem um clima mais calmo, e que passa um certo desiludido Justin Young. "Someday, in a someway. Everybody's gonna let you down. I knew that you would. Cause everybody's gonna let you down. Yes, everybody's gonna let you down. So, don't wait on me. I will let you down" Achei muito sensacional.

Peço para que eles não demorem em lançar mais material, por que necessito preencher meu Ipod com mais música deles. Urgentemente. Sorte deles que lançaram esse EP. Não posso reclamar.




aproveitando os comerciais para mais um momento...
Justin Young em fúria...







>>Show deles no Glastonbury desse ano. Já vi umas três vezes. hehe




Entende, a vida é um vazo de flores e você é muito linda. Seria essa a mensagem do baixista Arni Arnason.

sábado, 8 de junho de 2013

Henriquevoxx no The Vaccines em São Paulo

De posse do ticket...
Justin Young tocando todos os hits sensacionais...
Incrível dia. A banda inglesa do momento sabe balançar as estruturas.


O guitarrista Freddie Cowan, postando no Instagram oficial da banda horas antes no Grand Metropole.


Imagina. Rolando lá fora, diversos eventos da Virada Cultural, incluindo um (imperdivel?) pagode na praça da Republica, lugar de onde desci do metrô em direção ao reformado e suntuoso Grand Metropole (antigo Cine Metropole) para assistir ao tão (!) aguardado show da banda mais sensacional da Inglaterra nowdays, os serelepes do The Vaccines, que volta ao Brasil para mais uma algazarra e o melhor do rock indie, rock pop, ou pura e simplesmente bom rock que fazem. Diversos cidadãos estranhos passando por mim e ok, fomos lá. O que mais me chamou a atenção foi o clima de festa que rolava ali fora. Aquele clima permaneceria por toda a noite, o que de certa forma, não sei se a banda conseguiu perceber, mas eles estavam em uma cidade em festa (tirando aqui de fora todos os problemas com roubos que rolou nessa edição da virada). Parei em um mercado perto da Avenida São Luis. Peguei duas garrafas de agua. Nada de cerveja agora. Ao adentrar o local, peguei uma camisa oficial da banda (vicio meu de todo show), e fui ao encontro da banda. O que me esperava foi bem impressionante.

A banda de abertura do projeto promovido pela ClubNME, (versão de showzinhos legais que rolam nas principais cidades do mundo patrocinado pela revista inglesa NME, que chama uma banda legal e dá a oportunidade de uma banda local mostrar seu trabalho.) Inky, com uma garota linda e três marmanjos soltando um bom som misturando sintetizadores e boas doses de guitarra. Um pouco de Crystal Castles ali, gostei. 

Na hora, entra Justin Young com seu cabelão e barba e a trupe com o guitarrista Freddie Cowan, o baterista Pete Robertson e o baixista Arni Arnason revelando pelo segundo ano consecutivo em terras brasileiros (ano passado eles tocaram em abril no Cine Joia trazendo a turnê do primeiro album "What Did You Expect From The Vaccines?"). Dessa vez promovendo segundo album lançado ano passado, o excelente "Come of Age", eles tocaram com alguma exceções, todos os sons dos dois discos, em parte dado ao fato de terem músicas rapidas e de menos de três minutos e por serem uma banda jovem podemos dizer, já que só possuem dois discos. O resultado foi pura cartase, uma celebração que a galera criou naquele espaço bacana. 

Young por diversos momentos ficou pasmo com a emoção transmitida pelo publico que soltava letra por letra as canções ali entoadas, com vale ressaltar atitude e pulso de dândi do rock, Young com seus cabelos longos proferindo riffs com voracidade e fazendo questão de joga-los ao vento. Enfim, sai de lá maravilhado com o que havia rolado. Um momento de pura admiração a uma banda nova de tudo e com aquele vigor todo de músicas fáceis e irresistíveis que falam da vida real, os pequenos dramas, amores e romances, como as lindas "If You Wanna" e "No Hope". Não há um momento de seus dois albúms que bata um momento de critica a ser feita, são duas amostras do que está por vir. Sendo uma banda muito incrível tanto ao vivo quanto no Ipod, o que fica é essa sensação de que eles são capazes de tudo. Mês passado tocaram no O2 em Dublin, lotando o local e recebendo criticas messiânicas da versão impressa da NME. Aqui está o futuro da música, ou talvez o presente e nele que aproveito essa banda da qual confesso virei fã. O que vier deles daqui pra frente vira com uma expectativa compreensiva. 












Setlist:


1. No Hope
2. Wreckin’ Bar (Ra Ra Ra)
3. Ghost Town
4. I Always Knew
5. Wetsuit
6. Under Your Thumb
7. Tiger Blood
8. Melody Calling
9. All in Vain
10. Post Break-Up Sex
11. All in White
12. Wolf Pack
13. A Lack of Understanding
14. Aftershave Ocean
15. Blow It Up
16. Bad Mood
17. If You Wanna
18. Family Friend

Bis:
19. Weirdo
20. Teenage Icon
21. Nørgaard