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quinta-feira, 13 de junho de 2013

O mundo desbravador de Foals

Esse busão que não chega...
A galerinha de Oxford anda com vontade de mostrar serviço. Uma turnê por vez e a banda Foals que já são figurinhas carimbadas pela Europa, onde já tocaram nos principais festivais de lá, agora querem abraçar o mundo. Formada pelos integrantes Yannis Philippakis (vocalista), Jimmy Smith (guitarrista), Jack Bevan (baterista), Walter Gervers (baixista) e Edwin Congreave (sintetizadores), o Foals surgiu com um outro vocalista. Andrew Mears, do Youthmovies foi o guitarrista e vocalista no EP 7'' single de estreia chamado "Try This On Your Piano/Look At My Furrows Of Worry", até o momento em que ele se concentrou em priorizar o disco de estréia do Youthmovies, "Good Nature". Quem assume os vocais é Yannis que dá uma cara mais encorpada a banda e ao som que produzem. O que não estava escrito era que a então banda Foals, seria algo bem  maior do que se previa...
Ou pelo menos maior num sentido inicial dentro do mundo de indie rock popularizado no berço do rock, a Inglaterra. Em 2007, em pleno verão, a banda ganha a astucia de um produtor de peso. Ao lançar seu primeiro album "Antidotes", a banda que mistura num caldeirão o melhor do math rock, tecno, indie rock e new rave é conduzida por Dave Sitek, o cara que colocou TV on the Radio no mapa. A partir daí ganham de cara dimensão de promessa pela NME que os põe no topo:

Banda do ano de 2008, é mole ou quer mais?
Juvenis em Glastonbury... Olha essa banda e tal. Ganhando respeito na rodinha inglesa.
Ainda pela NME, que os coloca no centro das atenções, o garotos sem dessas etiquetas de Oxford, em Leeds.
E no topo, ou pelo menos ali num lugar para se ver o horizonte, a banda chega com as músicas Cassius, Balloons, Olympic Airways,  Hummer e  Red Socks Pugie, do primeiro albúm. Nas rodas de conversa ali o nome deles já aparece, principalmente na mídia. O album debute da banda chega ao No. 3 nas UK Album Charts, tipo as mais vendidas, enfim... só alegria. E reconhecimento.
O segundo album "Total Life Forever" é descrita pela banda como "como o sonho de uma águia morrendo"... humm, soturno hein. Produzido dessa vez por Luke Smith, um sujeito que de curriculo só o fato de ter liderado uma banda pouco conhecida, Clor. Trazendo hits que são explendidos e vertiginosos, a minha favorita do disco é "This Orient". De uma sutileza e com uma tremenda letra, ela explode no refrão. Lindona. Há também "Spanish Sahara", bem intensa e bela. Além da canção-titulo "Total Life Forever", cujo nome traz elementos de uma seita que fala de uma singularidade tecnologica, futurologia e outros babados.
Há ainda nesse album as muito boas "Miami", "Blue Blood", "Fugue" e "After Glow".
E aqui estou para falar nesse post do seu novo albúm, que por ventura poderá ser ao final desse interessante ano de 2013, o melhor disco do ano, ou não, veremos. O que se sabe até aqui é que "Holy Fire" incendeia. É o melhor deles até aqui. O primeiro single divulgado "Inhaler" é tudo o que uma canção precisa ter para ser lembrada por nós quando de repente sentiremos vontade de ouvi-la mais uma vez. Com um ingrediente esperto de heavy metal, com sintetizadores e aquela pegada indie rock. O resultado simplesmente incendeia com proporções nunca antes vista. É viciante, e candidata forte a musica do ano... se não competisse com "My Number", hit que traz aquele math rock, com aquela coisa toda de sintetizadores em seus ouvidos fazendo um som gostoso e viciante². Além do album inteiro que já começa com um Prelude bacana, e que segue até chegar em "Bad Habit", minha favorita. (Favorita?). Sim, e explico. A sinuosidade da música é impressionante. Eles misturam tudo o que eles sabem fazer de melhor e cria um resultado singelo e que te traga a umas boas viagens de olhos fechados. Fantástica. Há não desmerecendo, como já disse o album inteiro é bacana, "Late Night", "Providence" e "Milk & Black Spiders" são legais também.

E como já não bastasse tem assunto novo deles. O "Holy Fire" foi lançado em 11 de fevereiro, e após passar um tempo fazendo uns tours por ai (Lollapalooza Brasil, que eu fui... humm), faz um tour desbravador pela América, para mostrar que eles não estão de brincadeira, não. Inclusive saiu na "Q" desse mês agora uma baita reportagem mostrando a recepção e toda as relações que eles estão tendo por lá. São lindos, do jeito bacana de se assistir: Yannis se jogando na multidão, como fez no Coachella desse ano. hehe.

Na "Q" desse mês, os desbravadores: Segura, que ele vai se jogar. hahaha 
On the road por lá, pelas bandas da América (americana), os lindos do Foals só querem curtir um bom som e animar a galera com suas músicas sobre decepções, vida e futuro. O que resta para nós é curtir com eles esse som lindo de se ouvir e agradecê-los por nos entreter como ninguém. Disco do ano, música do ano. Tão podendo viu.

Foals no Lollapalooza do Brasil... ao vivo eles fazem bonito.



-  Show deles no Coachella desse ano... com Red Sox Pugie...

Capa da New Music Express desse ano.

- O lindo novo do Foals.


Até fellows.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Lambida: Phoenix - Bankrupt!

"Como é grande meu amor por você!"
Depois de quatro belos álbuns  o quarteto de indie pop rock francês, Phoenix agora tá no topo. E não digo pura e simplesmente por terem feito o disco mais incrível da ultima década, - pra mim "o" melhor -, e sim por também terem marcado presença por todo canto a todo momento. No seu imponente e cinzento novo álbum lançado a algumas semana, "Bankrupt!" temos o trabalho que pode consolidar uma carreira. O último, o já citado melhor álbum da década, "Wolfgang Amadeus Phoenix" é algo insuperável na aparência  Canções pop ligeiras e na medida para dançar sozinho. Letras afiadas e de um senso de realismo no âmbito de relações amorosas, solidão e vivências. "Lizstomania", "Fences", "1901", "Lasso" e todas as outras canções que compõe o álbum formam algo único e singelo. De uma graça que ao final fica a vontade de conspirar para que nossa vida tenha a trilha sonora de suas canções.



Os outros três álbuns, o primeiro de 2000, "United", o segundo de 2004, "Alphabetical" e o terceiro de 2006 "It's never been like that" compõe a discografia de quem hoje colhe os louros de banda do momento. São headliners dos maiores festivais do mundo, e ai estão o Coachella que rolou duas semanas atrás e o Lollapalooza de Chicago em agosto. O show que fizeram no primeiro fim de semana do festival de Indio CA, dá uma boa noção do que eles são no mundo da música. Tudo sem dúvida graças ao último álbum que rendeu a fama global e presença maciça nas rádios.
O grupo que se formou nos subúrbios franceses próximo de Versailles em 1995 é formado pelo vocalista Thomas Mars, dândi que lidera a banda como um dos salvadores da música e que é casado com a diretora Sofia Coppola, pelo baixista Deck d'Arcy, e pelos guitarristas Chris Mazzalai e Laurent Brancowitz. Juntos aos poucos foram tomando influencia de gente como Air, Daft Punk e Cassius e ascendeu aos poucos assinando com gravadoras e tocando em programas de TV.

Hoje próximos do infinito e além causam e acabam de lançar um albúm todo cheio de pêssegos na arte de capa. O resultado é menor do que o antecessor, mas impressiona. "Bankrupt!" tem ingredientes que viciam, mas busca algumas experimentações novas, como nas estruturas músicas que carregam "SOS in Bel Air", que abusa de um mudanças sonoras repentinas e saltam com mensagens bacanas, assim como todo o álbum que no fim não deve nada com sacadas legais de Mars e trupe. "When you can't cross the line / But you can't stop trying / Alone" A faixa título é instrumental e finaliza toda bonita. Imponente e interessante. "People in fashion / Rattle, don't hesitate / A look of my own, your chances are slim / Victory lap, formal with feathery eyes / Dating vendetta win small / Spray pesticide /Justice done" O disco não possui muitos hits, mas não deve na concepção que arrisca bonito e fica encorpado com canções dançantes deliciosas como "Trying to be Cool", "Don't" e "Oblique City". Pra não dizer que uma música dificilmente não sairá da cabeça está aqui "Enterteinment", hit com pegadas de canções do último álbum e toda uma aura oriental / japonesa que percorre o álbum em muitos momentos. "Entertainment / Show them what you do with me / When everyone here knows better / What I once refused to beIs everything they long together / I'd rather be alone".




Um trabalho competente e bem feito, inspirado e nem tanto ambicioso. Que prefere apostar em músicas que são pontuais e gostosas de ouvir. Nada mais certo, depois de fazerem um álbum tão fantástico como o foi o anterior a esse novo. Resta esperar qual a próxima cartada desses franceses que mostram cada dia mais estarem num nível acima. Por enquanto, a jogada é mostrar que eles ainda estão com as cartas na mão. Nesse meio tempo ninguém é mais cheio de marra que eles.

Gosto: Muito bom.


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