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sábado, 17 de agosto de 2013

Do Brooklin, os famintos Parquet Courts fazendo seu som.

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O vocalista Andrew Savage matando a fome.

Não dá para ficar indiferente a explosão de rock produzido por esse grupo de Nova York que lançou ano passado seu álbum de estréia, o badalado "Light Up Gold", que com o passar do tempo tem ganhado cada vez mais a atenção da critica, mídias e tal. De destaque numa compilação da revista Uncut, à promessa por gente como NME e Rolling Stone, o grupo formado por Andrew Savage (vocalista e guitarrista da banda), Austin Brown (guitarrista), Sean Yeaton (baixo) e o irmão do vocalista Max Savage nas baterias começou lançando seu LP de estréia chamado "American Specialties" em 2011, e com seu som poderoso evocando um rock rápido e sem firulas, chegou bombando em apresentações intimistas pelo Brooklin.

O vocalista Andrew Savage e o guitarrista Austin Brown que antes já haviam trabalhado, de acordo com o site Pitchfork, numa banda experimental do Texas chamada "Fergus & Geronimo", que fazia uma mistura de soul, com um tipo de rock de garagem e psicodélico, resolveram aprofundar o som e torna-lo mais cru e próximo daquilo que buscavam. O resultado foi próximo do deleite puro do que o rock pode se aproximar sendo ao mesmo tempo que referencial a um tempo (pensa numa forma de embalar ritmos dos anos 80, rápido tipo Clash, um punk com mesclas de rock de garagem dos anos 70) e com letras que carregam toda uma insatisfação e rebeldia. Um espirito jovem e aventureiro bebendo da fonte do melhor som que muitos dizem ja ter ouvido recentemente de uma banda rock. Não dá para se sentir indiferente a essa banda. O hit "Stoned and Starving" reflente bem isso. "I was reading ingredients, Asking myself "should I eat this?" I was so stoned and starving. I was scratching off silver ink. I was deciding what to drink."

Em letras tão boas quanto inspiradoras, o Parquet Courts é uma banda a ficar atento. Ao trazer um álbum, que contem 15 musicas, ao final da audição o deslumbre voluntario é consequência de não conseguir tirar a atenção das mesmas 15 musicas excelentes. "Borrow Time" é a outra que acho incrivel. A letra é barbara de tão boa. Segue vendo. "I was up to my neck in motivation neglect when... I felt soft waves of purpose crashing onto the surface. I was feeling nostalgic for the days when... My thoughts dripped on to my head from the ceiling. I remember the feeling." E alcança o refrão com uma guitarra que desliza com a intimidade de um som super legal feito numa garagem. "And it seems these days I'm captive in this borrowed time."

Olha o passarinho.

Nessa semana eles anunciaram um novidades para outubro agora desse ano. O EP “Tally All The Things That You Broke” parece ser bem bom. Contendo cinco faixas, o primeiro single dele já foi divulgado, o explosivo “You’ve Got Me Wonderin’ Now”. Um rock sujo e sem firulas.

Viciante.

O que temos para comer?

Segue o vídeo dos garotos no Pitchfork Festival que rolou em Chicago mês passado. A delirante "Stoned and Starving" com requintes majestosos das guitarras de Savage e Brown. Vish.


>> E já o novo single, seguido do primeiro disco deles para ver que não brinco.



quinta-feira, 13 de junho de 2013

O mundo desbravador de Foals

Esse busão que não chega...
A galerinha de Oxford anda com vontade de mostrar serviço. Uma turnê por vez e a banda Foals que já são figurinhas carimbadas pela Europa, onde já tocaram nos principais festivais de lá, agora querem abraçar o mundo. Formada pelos integrantes Yannis Philippakis (vocalista), Jimmy Smith (guitarrista), Jack Bevan (baterista), Walter Gervers (baixista) e Edwin Congreave (sintetizadores), o Foals surgiu com um outro vocalista. Andrew Mears, do Youthmovies foi o guitarrista e vocalista no EP 7'' single de estreia chamado "Try This On Your Piano/Look At My Furrows Of Worry", até o momento em que ele se concentrou em priorizar o disco de estréia do Youthmovies, "Good Nature". Quem assume os vocais é Yannis que dá uma cara mais encorpada a banda e ao som que produzem. O que não estava escrito era que a então banda Foals, seria algo bem  maior do que se previa...
Ou pelo menos maior num sentido inicial dentro do mundo de indie rock popularizado no berço do rock, a Inglaterra. Em 2007, em pleno verão, a banda ganha a astucia de um produtor de peso. Ao lançar seu primeiro album "Antidotes", a banda que mistura num caldeirão o melhor do math rock, tecno, indie rock e new rave é conduzida por Dave Sitek, o cara que colocou TV on the Radio no mapa. A partir daí ganham de cara dimensão de promessa pela NME que os põe no topo:

Banda do ano de 2008, é mole ou quer mais?
Juvenis em Glastonbury... Olha essa banda e tal. Ganhando respeito na rodinha inglesa.
Ainda pela NME, que os coloca no centro das atenções, o garotos sem dessas etiquetas de Oxford, em Leeds.
E no topo, ou pelo menos ali num lugar para se ver o horizonte, a banda chega com as músicas Cassius, Balloons, Olympic Airways,  Hummer e  Red Socks Pugie, do primeiro albúm. Nas rodas de conversa ali o nome deles já aparece, principalmente na mídia. O album debute da banda chega ao No. 3 nas UK Album Charts, tipo as mais vendidas, enfim... só alegria. E reconhecimento.
O segundo album "Total Life Forever" é descrita pela banda como "como o sonho de uma águia morrendo"... humm, soturno hein. Produzido dessa vez por Luke Smith, um sujeito que de curriculo só o fato de ter liderado uma banda pouco conhecida, Clor. Trazendo hits que são explendidos e vertiginosos, a minha favorita do disco é "This Orient". De uma sutileza e com uma tremenda letra, ela explode no refrão. Lindona. Há também "Spanish Sahara", bem intensa e bela. Além da canção-titulo "Total Life Forever", cujo nome traz elementos de uma seita que fala de uma singularidade tecnologica, futurologia e outros babados.
Há ainda nesse album as muito boas "Miami", "Blue Blood", "Fugue" e "After Glow".
E aqui estou para falar nesse post do seu novo albúm, que por ventura poderá ser ao final desse interessante ano de 2013, o melhor disco do ano, ou não, veremos. O que se sabe até aqui é que "Holy Fire" incendeia. É o melhor deles até aqui. O primeiro single divulgado "Inhaler" é tudo o que uma canção precisa ter para ser lembrada por nós quando de repente sentiremos vontade de ouvi-la mais uma vez. Com um ingrediente esperto de heavy metal, com sintetizadores e aquela pegada indie rock. O resultado simplesmente incendeia com proporções nunca antes vista. É viciante, e candidata forte a musica do ano... se não competisse com "My Number", hit que traz aquele math rock, com aquela coisa toda de sintetizadores em seus ouvidos fazendo um som gostoso e viciante². Além do album inteiro que já começa com um Prelude bacana, e que segue até chegar em "Bad Habit", minha favorita. (Favorita?). Sim, e explico. A sinuosidade da música é impressionante. Eles misturam tudo o que eles sabem fazer de melhor e cria um resultado singelo e que te traga a umas boas viagens de olhos fechados. Fantástica. Há não desmerecendo, como já disse o album inteiro é bacana, "Late Night", "Providence" e "Milk & Black Spiders" são legais também.

E como já não bastasse tem assunto novo deles. O "Holy Fire" foi lançado em 11 de fevereiro, e após passar um tempo fazendo uns tours por ai (Lollapalooza Brasil, que eu fui... humm), faz um tour desbravador pela América, para mostrar que eles não estão de brincadeira, não. Inclusive saiu na "Q" desse mês agora uma baita reportagem mostrando a recepção e toda as relações que eles estão tendo por lá. São lindos, do jeito bacana de se assistir: Yannis se jogando na multidão, como fez no Coachella desse ano. hehe.

Na "Q" desse mês, os desbravadores: Segura, que ele vai se jogar. hahaha 
On the road por lá, pelas bandas da América (americana), os lindos do Foals só querem curtir um bom som e animar a galera com suas músicas sobre decepções, vida e futuro. O que resta para nós é curtir com eles esse som lindo de se ouvir e agradecê-los por nos entreter como ninguém. Disco do ano, música do ano. Tão podendo viu.

Foals no Lollapalooza do Brasil... ao vivo eles fazem bonito.



-  Show deles no Coachella desse ano... com Red Sox Pugie...

Capa da New Music Express desse ano.

- O lindo novo do Foals.


Até fellows.