Foram o que bastou para que o guitar hero Jack White, from The White Stripes, The Racounters e The Dead Weather e atual líder de seu projeto solo, gravasse o single do seu próximo disco, "Lazaretto". Essa foi uma ação especial para o Record Store Day, onde de acordo com a Third Man Records, o single mais um cover foram gravado, prensado, montado e disponibilizado ao público. Com isso, Jack White alcançou o recorde de lançamento mais rápido de um single na história da indústria.
Ele subiu as 10 horas do sábado, dia 19 de abril, em um espaço chamado de Blue Room, que fica dentro da sede da Third Man Records, a gravadora de White, em Nashville e gravou duas faixas. Uma foi "Lazaretto", faixa-titulo de seu proximo album que sai em Junho e a outra foi o lado B do single, uma cover de uma música de 1969 de Elvis Presley, "Power Of My Love". As duas faixas foram imediatamente gravadas em acetato, e as originais levadas da Blue Room para à United Record Pressing, com a arte de capa feita com fotos tiradas na apresentação.
Enquanto uma multidão assistia a gravação, fabricação e o processo todo, White e banda tocaram ainda depois da gravação por volta de uma hora um set misturando faixas inéditas e clássicos do White Stripes.
Lembrando que White já havia lançado uma faixa do seu novo album no inicio do mês, a poderosa e instrumental faixa carregada de Blues "High Ball Stepper".
A revista americana Rolling Stone postou em seu site minutos atrás passo a passo a jornada de Jack White para realizar tal feito, que antes era do grupo suíço Vollgas Kompanie que lançou seu álbum Live, em 2008, um dia após terem gravado. É uma matéria barbara sobre a importancia desse feito e depoimentos de White durante. (((( CLIQUE AQUI)))))
Jack com o single em mãos. Crédito: Rolling Stone
Vendo essas duas faixas dá pra claramente perceber o empenho de White de fazer um trabalho mais visceral e homenageando os mestres do Blues de sua região Nashville. Agora resta aguardar pelo mês de Junho para saber como soará o disco novo do guitar hero mais badass dos dias de hoje.
*Abaixo post do Facebook oficial de Jack White divulgando a façanha feita no Record Store Day.
Os californianos que flertam com o pop e o indie desvendando um lado novo.
Depois do estrondoso sucesso de 2011, com o hit "Pumped-Up Kids", o Foster The People quer esquecer o barulho do primeiro disco, "Torches". Não que tenha sido algo ruim, pelo contrário como lembra o vocalista Mark Foster que dá nome a banda, o sucesso "abriu um tapete vermelho" para eles. Entretanto, as canções de tons pop rock dançantes seria o caminho seguido pela banda em um segundo disco? E o que viria depois da sina do primeiro (bom) disco? "Eu tenho medo de uma queda com o nosso segundo disco desde antes do nosso primeiro disco ter saído", confessa Foster. É a velha pressão de bandas nova de conseguirem se reinventarem e não se tornarem obsoletas para o mesmo publico que lhes acolheu tão satisfatoriamente.
Após os sons tão bacanas do primeiro disco, que mesclava os auto tunes, com batidas eletrônicas e sintetizadores com letras inteligentes e melodias pop, o novo Foster The People quer mostrar que é banda de gente grande. O segundo disco "Supermodel", agora traz guitarras e riffs mais que sintetizadores, a voz de Mark agora pode ser ouvida em todos os momentos, inclusive as variaçoes de voz, e se ainda há canções pop no disco, eles resolveram inovar. Surgem belas canções lentas, um choque para os ouvintes fiéis do primeiro disco, a bela "Nevermind". Surgem batidas africanas em "Are You What You Want to Be?". Uma imersão em canções psicodélicas na onda de Tame Impala e Pond, em "Pseudologia Fantastica". Além da presença de um pouco de rap em "A Beginner’s Guide To Destroying The Moon".
Os singles "Best Friend" e "Coming Of Age", talvez os pontos altos do disco são canções com letras de mensagens poderosas e ritmos tão inovadores quanto dançantes. O primeiro é uma musica com ecos nos riffs de Nile Rodgers e seu Chic e da época do disco. Já a segunda é um delicioso som que ecoa pelos ouvidos como uma mensagem para nós mesmos em nossas vidas, um daqueles espasmos que surgem na música de um pop/dançante/que te diz para aproveitar da vida. "You know I try to live without regrets. I'm always moving forward and not looking back. But I tend to leave a trail of death. While I'm moving ahead.", confessa Foster num tom de voz hipnotizante. E completa no que é a melhor composição do disco: "And when my fear pulls me out to sea. And the stars are hidden by my pride and my enemies. I seem to hurt the people that I care the most. Just like an animal I protect my pride. When I'm too bruised to fight. And even when I'm wrong. I tend to think I'm right. Well I'm bored of the game. And too tired to rage." Em outras palavras, a canção é envolvente e dançante, mas vai te fazer pensar. Genial.
Não se bastando a rótulos fáceis de bandas pop, os Foster The People são bem mais profundos do que pintam e isso pode servir para surpreender que ouve. Tirando rotulos também de serem mais uma versão mais popular de MGMT, entre outros tantos eles provam em 'Supermodel' que ainda estão no jogo e não deixaram a peteca cair. O disco foi produzido pelo bamba Paul Epworth, que fez o '21' de Adele, e passou também por Mark Ronson e vem recebido boas reviews.
Uma das inspirações de Foster para esse disco foi a revolta presente no terceiro disco da banda punk inglesa The Clash, 'Sandinista!'. Ele se diz nada confortavel com as muitas facetas da cultura ocidental que vivemos. "Para mim, muito do disco é sobre a cultura Ocidental, o consumismo e o lado feio do capitalismo", confessa. "Eu não quero ficar enfiando na sua cabeça isso, mas esses são os principais temas. Uma coisa que acho realmente interessante hoje em dia é a nossa adoração a celebridades ou politicos. Gostamos de colocar as pessoas em pedestais. Olhe para os reality shows. Essas pessoas tornam-se estrelas gigantes. Acho fascinante (o disco) 'Supermodel', pra mim representa a idade que estamos vivendo dentro"
Para promover e expressar a alma do disco, foi feito uma enorme pintura na cobertura do Santa Fe Lofts, o historico edificio da região da California que apresenta agora um mural de sete andares retratando a arte do disco 'Supermodel'. Foster diz querer "comunicar algo fora da música". É um desenho psicodélico feito pelo artista visual e músico Young & Sick, e apresenta uma modelo de salto alto vomitando um poema enquanto vários paparazzi clicam ela com suas câmeras. O desenho lembra a arte conceitual da capa do disco "Supermodel".
Agora alcançando a maturidade, com pensamentos políticos, um som mais apurado e atraente, o Foster The People deixa a brincadeira, namoros e diversão para dar lugar a sombrias letras que falam da vida em que vivemos. Sem filtros e nua para encararmos enquanto dançamos.
Obs: a entrevista que Mark Foster deu está contida na matéria feita pelo Los Angeles Times, vale uma conferida tá bem legal. (((CLIQUE AQUI))))
A banda no Coachella desse ano, levando a plateia em êxtase.
Don't play with irish people: um retorno ao passado misturando rock com eletrônica.
Agora vamos falar de uma banda de mais de trinta anos, de quatro sujeitos que dominaram o cenário pop e rock com um som que variou muito indo do punk rock ao folk, passando pelo blues, misturando com a musica eletrônica dos anos 90, chegando ao som pop da década passada. Estou falando do U2, aquela banda que lota estádios, faz discos milionários e fãs fiéis ao redor do mundo. A mesma banda que ficou famosa por músicas que não são fáceis de se ouvir com frequência, a maior parte delas baladas românticas que falam de amor, e a busca por um certo tipo de amor que parece transcender e ser utópico. E eles esgotam shows em estádios de 70 mil lugares em minutos, com esse repertório, que vem inspirando uma legião de bandas que fazem sucesso hoje tais como Keane, Coldplay e The Killers. E agora eu pergunto, após tanto tempo e depois de eu citar brevemente as principais características da banda, eu pergunto, ainda há lugar para uma banda como eles nos dias de hoje? Por que essa pergunta? Vamos nos ater ao que eles representaram no passado. E agora, o que podem representar para uma geração que busca novidades que sejam ao mesmo tempo relevantes e atuais.
"Nós vínhamos tentando compreender, 'Por que alguém poderia querer um outro álbum do U2'? E então dissemos: 'Bem, por que nós iríamos querer um outro álbum?' Existiam alguns negócios inacabados. Nós sentíamos como se nós estivéssemos a beira da irrelevância.", desabafou Bono essa semana em uma entrevista ao apresentador Zane Lowe, da rádio BBC Radio 1, da Inglaterra. E é interessante ele ter consciencia dessa questão que não só parece ser uma preocupação dele, mas como de toda a banda, do guitarrista The Edge, do baixista Adam Clayton e do baterista Larry Mullen Jr., e a resposta a essa questão pode ser fácil de responder sobre uma perspectiva, por outro ainda gera outra escalada de duvidas.
É o medo de estar a beira da irrelevância e fazer um som cansativo, de certa forma como soou para muitos críticos, fãs e o publico em geral o ultimo álbum deles, "No Line On The Horizon", de 2009 que de fato foi uma parada brusca naquele som que vencia Grammys, dos dois discos anteriores, repleto de melodias pop rock e refrões apoteóticos. O ultimo disco realmente carecia de hits que fizessem mais barulho. Ou não, talvez aquele som realmente fosse muito bom, tinha hits interessantes como "Breathe", "Unknown Caller" e "I Know I'll Go Crazy if You Don't Go Crazy Tonight", mas que não chamaram muito atenção da mídia e em parte pela arte conceitual que é bem monótona mesma, porém não é um disco ruim, não a ponto de eles repensarem a carreira, mas talvez a urgência para serem relevantes tenha sido o motor desse novo processo criativo da banda, que testou diversos produtores, não teve sucesso com boa parte deles até achar o produtor Danger Mouse, responsável pelos últimos álbum do The Black Keys. E realmente parece ter sido esse o caminho correto, de acordo com pessoas que estiveram no lendário Eletric Lady Studios, em Nova York onde a banda grava e parece já estar fazendo as mixagens de alguns sons do décimo terceiro disco da carreira, que ouviram o som disseram que realmente anda ficando além das expectativas do grupo.
Eles estão longe de estarem datados. São uma das poucas bandas que souberam se reinventar e não fazer um som que definisse a carreira deles. Como citei no inicio do texto, eles não ficaram num estilo único de música, exceto é claro pelo que os marcou, como criadores de canções, ou se preferir hinos que exaltam o amor platônico, aquele que nunca se alcança, que sempre se encontra perdido e inalcançável. Do disco de estréia "Boy", aos seguintes "War" e "Octuber" que falavam de dramas adolescentes e som de protesto, deram inicio ao tom apoteótico de arenas em "Unforgettable Fire" e "Joshua Tree". Em "Achtung Baby" se reinventou visualmente e sonoramente, abandonando canções carregadas de blues em letras que pareciam desesperadamente tentar descobrir o sentido das coisas, e embarcaram num som cheio de sintetizadores e ambiente techno pop, que seguiu em "Zooropa" e "Pop". Até fazer um mix de toda a carreira nos discos seguintes "All The Things That You Can't Left Behind" e "How To Dismontle an Atomic Bomb", carregado no pop dos anos 2000. O que se pode tirar aqui é que eles sempre procuraram estar relevantes, fazendo o som que marcaram as décadas, não de maneira simplista mas trazendo os riffs marcantes de The Edge, as letras dilacerantes de Bono e o talento da banda que sempre esteve juntas nas megalomaniacas turnês que sempre fez parte da história da banda.
Com o Globo de Ouro em mãos: consagração da canção "Ordinary Love"
Talvez seja a grandeza das turnês seja uma das razões da banda pode estar saturada. Entretanto parece ser desejo da banda fazer shows indoor na turnê desse novo disco que sai esse ano. Pelo primeiro single do novo disco, a recém lançada "Invisible", podemos constatar que as influencias aqui são claramente daquele período da banda entre "Zooropa" e "Pop". Eles não querem se reinventar aqui, parecem querer serem a banda que eles sempre quiseram ser, e isso pode ser uma boa para a banda. Bono disse a BBC Radio 1 que eles vem ouvindo muito Ramones e Kraftwerk para esse novo disco. Um traço disso dá pra sentir já aqui nesse single, que foi lançado domingo passado durante o Super Bowl e promoveu uma doação de cada download do Itunes que esteve gratuito por 24 horas para a instituição da banda, RED, que cuida de crianças aidéticas na África. Toda uma doação feita num acordo com o Bank of America.
A banda que se reinventa disco a disco parece surpreender aqui de novo, por essa amostra que foi lançada agora. Vamos esperar pelo que vai trazer o novo disco da banda, que desde já parece ser a coroação do ano da banda, esse de 2014, já que ganharam Globo de Ouro e são favoritos ao Oscar pela canção tema "Ordinary Love", do filme biográfico "Mandela: Long Walk to Freedom".
It’s like the room just cleared of smoke
I didn’t even want the heart you broke
It’s yours to keep
You just might need one
I finally found my real name
I won’t be me when you see me again
No, I won’t be my father’s son
I’m more than you know
I’m more than you see here
More than you let me be
I’m more than you know
A body in a soul
You don’t see me but you will
I am not invisible
That's right
I’ll be in the invisible world
I don’t dream, not as such
I don’t even think about you that much
Unless I start to think at all
All those frozen days
And your frozen ways
They melt away your face like snow
I’m more than you know
I’m more than you see here
I’m more than you let me be
I’m more than you know
A body in a soul
You don’t see me but you will
I am not invisible
I am here
I am here
There is no them
There is no them
There’s only us
There’s only us
There is no them
There is no them
There’s only us
There’s only us
There is no them
There is no them
There’s only you
And there’s only me
There is no them
ATUALIZAÇÃO: A revista Billboard adiantou a noticia de que a banda adiou o lançamento do novo disco, prometido pela própria banda para esse ano, para 2015, devido a novos reajustes no disco, agora nas mãos dos produtores Paul Epworth e Ryan Tedder, conhecido por sua banda One Republic. Até o momento, sem previsão para quando se será no inicio ou no fim do próximo ano.
Só alegria: com a adição de Morello, um novo disco, e a participação nas turnês do 'chefe'.
A história começa, de acordo com Bruce Springsteen, uma das maiores lendas vivas da música, quando seu primo Lenny Sullivan, um fã da banda Rage Against the Machine, diz pra ele que a banda fez uma incrível versão de 'The Ghost of Tom Joad'. Tom Morello, guitarrista da banda, foi a alguns shows de Bruce e ele já conhecia a irmã do 'The Boss' de Los Angeles, onde "após um período de tempo já nós tornamos amigos", diz Bruce. Aqui em uma entrevista extensa para a revista Rolling Stone, ele continua a descrição de como ambos se tornaram amigos: "Muitos anos antes nós dissemos, "Por que você não aparece e toca? Vamos achar algo que você possa tocar" Em outras palavras, "Vamos achar uma maneira de pegar o que você faz, e o que eu faço. [e] vamos achar o ponto onde eles se cruzam." Eu posso me lembrar, aconteceu em Los Angeles, e ele apareceu e tocou o 'The Ghost of Tom Joad' e o lugar explodiu em provavelmente uma das mais barulhentas reações de multidões que eu já ouvi em todos esses anos em que tenho tocado. Era como se algo realmente explosivo tivesse acontecido".
E a amizade entre eles foi crescendo desde quando subiram no palco em 2008 e tocaram juntos algumas canções, em especial 'Tom Joad'. "Eu não sou um fã qualquer do Bruce Springsteen - Eu sou um tremendo fã do Bruce Springsteen", confessa Tom Morello. "E 'The Ghost of Tom Joad' é uma das suas melhores canções. Atravessa a essência do seu senso de justiça social em sua escrita. Esta versão começa como uma balada melancólica, que parece como um lamento. e se torna uma passagem pesada que soa até como uma ameaça". Essa versão em que ele se refere é ao trabalho em que ele participou, dando uma nova roupagem a clássica canção de Bruce que aparece num tom bem ameno e calma, no disco de 1997 de mesmo nome. Bruce confessa que depois daquela noite em que tocou pela primeira vez 'Tom Joad' com Morello, já percebeu que era aquela pegada que a música deveria ter. "Algo empolgante aconteceu e algo imenso aconteceu. Foi o que ele trouxe.", diz o The Boss sobre a presença de Morello.
Devido a ausência de Steve Van Zandt na E Street Band, Morello foi convidado a fazer parte da banda nas turnês que Bruce faz pelo mundo, com parada na Africa do Sul, e Oceania. Nesse reencontro, os dois passaram a testar algumas faixas ao vivo em shows, e o resultado sempre acima da expectativa. Exemplos disso são as faixas "American Skin (41 Shots)", "Dream Baby Dream" e "Harry's Place". Ah, e "High Hopes". Voltando um pouco a fita, o guitarrista do Rage Against dirigia seu carro por Los Angeles quando descobre uma faixa gravada por Bruce de nome 'High Hopes' numa estação de rádio. Faixa que foi originalmente lançada num EP de 1996. "No meio da noite, mandei uma mensagem de texto para o Bruce e disse: o que você acha de 'High Hopes' para tocar na turnê? Ele concordou que puséssemos no set". Daquele momento, ambos passaram a definir como seria o som da E Street Band na ausência de Van Zandt, e o resultado mais visceral agradou Bruce tanto que ambos passaram a alimentar a ideia de colocar as ideias de Morello num disco. Mas não um disco qualquer, já que não estava sendo preparado nada anteriormente, a ideia simplesmente apareceu e um pouco em cada lugar começou a surgir as regravações de canções pouco conhecidas, outras que não foram aproveitadas de outros discos e alguns covers.
As gravações foram feitas com Morello na Austrália, e as outras divididas entre o estúdio em Los Angeles, onde estava Ron Aniello, produtor de longa data do 'chefe' e em seu estúdio na sua casa em New Jersey, durante paradas. O ápice da amizade entre os dois gerou seis faixas que fazem parte do décimo oitavo disco de Bruce, cujo nome "High Hopes", refere-se a uma faixa escrita por Tim Scott McConnell, e tocada pela banda de McConnell, o The Havalinas. Além de "High Hopes", outros covers feitos por eles dois foram "Just Like Fire Would", da banda australiana de punk Saints, e a dilacerante e bela faixa "Dream Baby Dream", de uma das bandas prediletas de Bruce, dos anos 70, o Suicide. "Eu amo eles, e eles tiveram uma influencia em 'Nebraska' de uma forma indireta". A intenção inicial de Bruce era regravar a faixa em homenagem aos fãs que acompanharam sob sol e chuva sua turnê. Inclusive feita e colocada em um vídeo mágico com fãs nos shows de Bruce, realmente tocante e inspirador, assim como a faixa na voz cortante em sussurros de Bruce, que acaba dando na guitarra um som denso e profundo a faixa de Suicide.
Um momento interessante na entrevista que deu à Rolling Stone mês passado no lançamento de 'High Hopes' foi quando questionado sobre o periodo entre os discos 'The Ghost of Tom Joad' e 'The Rising', Springsteen quando não lançou nada durante sete anos, e nesses ultimos tempos tem lançado albuns, feito turnês como nunca. Foi um momento intimo para ele deu para notar, e sua resposta honesta é o que faz de pessoas como eu amá-lo como pessoa. Ele relembra como se sentia naqueles anos, no fim dos anos 90 e começo dos anos 2000. "É a velha história, aquela 'a luz do trem que se aproxima concentra a mente', [e ri] (...) Certamente, na década de 1990, eu olho para trás e penso: "Às vezes não estou satisfeitocompletamentecom algo. Às vezesisso não é necessariamenteuma razão paranãose libertar." Há coisasque são apenasinteressantepor em si eque cedo ou tarde acabam acontecendo. Mas quando eucomeçar amorder abala,eu sempre vou naquela de"Seisso não éo suficiente para mim, não é o suficiente parao meu público.". Você tem diferente níveis de sensibilidade sobre essas coisas em tempos diferentes. Eu acho que nos anos 90, eu realmente estava tendo me refinar. Eu farei o que? Farei apresentações acústicas? Eu não estava trabalhando com a E Street Band. Como eu vou continuar? Eu tenho o caminho para fazer a banda atual e relevante para os tempos que estava. Eu estava tentando responder todas essas questões que era meio que a ansiedade dos anos 90."
Enfim, o trabalho aqui foge do que Bruce fez em todas as suas obras anteriormente, ou seja, seguindo uma história, uma idéia central. Aqui há uma série de canções muito bem feitas e tocadas de maneira primorosa pela E Street Band e por Morello, que alcança tons apoteoticos nos covers do disco, em especial na sua favorita 'The Ghost of Tom Joad' e na balada dilacerante 'Dream Baby Dream'. Das regravações,
"Frankie Fell In Love", "Harry's Place" e "Hunter of Invisible Game" são faixas que achei muito boas. Há faixas não ultilizadas em discos passados como "The Rising" e Magic", que estão aqui como "The Wall", e algumas com tons religiosos, como "This is Your Sword" e "Heaven's Wall". Mas sem duvida talvez a minha favorita, a versão de Morello para "American Skin (41 Shots)" começa com sussurros e termina com um estouro de riffs explosivo. Essa faixa foi escrita por Bruce inspirada num crime que chocou os EUA, quando quatro policiais de Nova York atiraram quarenta e uma vezes no suspeito Amadou Diallo, um africano de 22 anos, que ao parecer aos policiais se tratar de um sujeito que vinha cometendo crimes na região do Bronx, foi abordado e revistado. No momento em que parecia tirar um objeto de sua roupa, foi quando começaram os tiros. Quando na realidade era apenas sua carteira. Conto a origem da música, para caso não tenham ouvido ainda, ao ouvir entendam a letra de Bruce que é comovente, e aqui nessa versão de Morello, uma verdadeira preciosidade. O disco, apesar de não seguir uma ideia central, é de longe uma obra excelente, com canções poderosas e comoventes. A dupla conseguiu superar as expectativas, e olha que foram altas.
Just Like Fire Would...
Shows catárticos pelo mundo.
Versão original de 'High Hopes' da banda The Havalinas.
Um dos pratos favoritos dos americanos: os tacos sendo vendidos em LA.
Para visualizar um panorama do que é as relações entre americanos e mexicanos na atualidade proponho um olhar lá atrás. Era 1845, quando o então presidente norte-americano James K. Polk abraçou uma ideia defendida pelo povo americano de que era um direito dado por Deus aos americanos para civilizarem e ocuparem os territórios da até então pouco desbravada América, uma ideia chamada Destino Manifesto, que ganhou força ainda mais conforme mais e mais americanos se estabeleciam em terras do oeste. Era de conhecimento de todos inclusive do governo americano de que essas terras da América já estavam ocupadas por nativos americanos e mexicanos católicos, porém o espírito democrático de muitos colonizadores ingleses parecia nutrir cada vez mais essa noção de idéias e éticas protestantes de que era responsabilidades deles fazer um trabalho melhor do que qualquer outro. A história acaba mostrando que se por um lado ouve tentativas e exito na compra em dinheiro de terras americanas (e aqui cito os dos nativos do continente), como no caso que nos anos de 1835 e 1845, os Estados Unidos ofereceram para comprar Califórnia do México, por US$ 5 milhões e US$ 25 milhões, respectivamente. Houve momentos em que não houveram exito agir pacificamente, como ocorreu no caso do Texas que acabou sendo tomado pelos Estados Unidos, reivindicado pelos mexicanos e assim travaram se um conflito que durou entre 1846 e 1848 e teve enormes consequências para o futuro das nações envolvidas. No fim das contas, os norte-americanos ampliaram o seu território em cerca de um quarto, enquanto México perdeu aproximadamente metade do seu.
Nessa breve retrospectiva das relações entre os dois países, México e EUA vemos que houve sim, cicatrizes que foram por um lado curadas ou melhor esquecidas pela superioridade norte-americana com o passar dos anos, mais precisamente no século seguinte onde com a importância do dólar, da economia pungente e diversificada não deu espaço para que houvesse outro ator internacional com semelhante relevância, tanto economicamente como já veio a ser citado, como politicamente. Venho ressaltar que não se trata de exaltação ou engrandecimento, porém nação nenhuma foi capaz de usar das tradições religiosas e culturais, aliadas a posturas no sistema internacional que pouco a pouco deram a ela a uma notável importância em meio as outras nações do mundo, gradativamente se tornando tão poderosa como se tornou ainda mais nos anos pós segunda guerra mundial, no recrudescimento da Guerra Fria e no seu derradeiro fim nos anos 90. A geração yuppie, a dos ganhos e lucros em meados dos anos 80, é o perfeito exemplo de como a nação americana mostrou ao mundo uma sociedade baseada na corrida por ambições e superioridade sobre o mundo.
O mais importante aqui é ressaltar a evolução dos Estados Unidos como uma nação provinciana e dominante, para uma nação pioneira e dominante. No cerne da questão está a relação com seu vizinho México, que amargurou em sua história por diversas crises, golpes de Estado, abandono de uma sociedade que se viu mercê de grupos milicianos do narcotráfico, da falta de educação e segurança, além da corrupção endêmica. A instabilidade social no vizinho, assim como em toda a América Latina vem de anos de exploração espanhola e portuguesa apenas do território abandonando qualquer interesse na sociedade, diferentemente do que podemos ver de uma nação fugida da monarquia inglesa que desceu no continente descoberto por Colombo, com diretrizes e projetos a construir.
Essa falta de estrutura e educação faz com que milhares busquem oportunidades de melhor bem estar e recursos financeiros do outro lado da cerca elétrica. De acordo com o New York Times, as detenções de imigrantes ilegais de outros países além do México
-principalmente de Honduras, Guatemala e El Salvador- nos EUA mais que
duplicaram na fronteira sudoeste do país no ano passado, de 46.997, em
2011, para 94.532. O que leva a questão de que a situação aqui é sim generalizada e o México a porta de entrada. Razão pelo qual muitos norte-americanos - ainda mais em tempos de crise - sintam preconceito e odio pelos mexicanos. E isso como a história nos traz, carrega junto com o subconsciente a noção de inferioridade na relação EUA e Mexico, por parte da sociedade ianque. Por outro lado, os governos dos dois países sempre procuraram num plano diplomático evitar rusgas ou alimenta-las, entretanto nem sempre eles conseguiram agir dessa maneira.
No estado de Arizona, no ano de 2010 houve uma lei criminalizando o estrangeiro que não portar uma identificação aprovada pelo Estado, quando esse indivíduo permanecer por mais de 30 dias em solo norte-americano. A chamada lei "Arizona Senate Bill 1070", foi aprovada pela governadora do Arizona, teve seu texto alterado, mas ainda se torna vigente, mesmo em meio a toda a controvérsia. No dado momento, o presidente do México, Felipe Calderón, o maior atingido por essa medida, disse que condena a aprovação da lei e a criminalização da migração. Disse ainda que a lei é uma "violação dos direitos humanos". Em visita a Casa Branca, Calderón fez pessoalmente uma critica a lei para o presidente Barack Obama.
Mesmo tendo sido frequentemente caracterizado de maneira negativa, o México é o terceiro maior parceiro comercial dos Estados Unidos, atrás apenas de Canadá e China. E vem tendo nos dias de hoje um potencial extremamente reconhecido como uma das futuras potencias econômicas. Se não fossem pela crise de 2008 nos EUA, a da Europa em 2012 e do fracasso total que foi os países do Brics (Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul), muitos analistas econômicos veem no México um lugar com uma economia mais estabilizada e com maiores condições de atuar como líder regional. De acordo com o jornal 'Market Watch' (subsidiáriado Wall Street Journal), num artigo publicado ano passado traz de maneira otimista a seguinte manchete: "México: Nova China do Investidor". E não para por ai, ainda revela que boa parte do mercado financeiro vai voltar os olhos para a nova promessa. O 'The Economist' publicou um artigo de opinião intitulado "O mexicano global: o México é aberto para os negócios" com destaque paraas empresas mexicanasque estão investindolocalmenteenos EUA eargumentandoque o México éum terreno fértil paramais investimentos, especialmenteno setor manufatureiro. Já o britânico FinancialTimes revela queos paísesdo BRIC(Brasil,Rússia, Índiae China)já perderam relevância para os próximos anos,o México estáagora a tomarsobreessa distinção.
Como revela o 'Diplomatic Courier', as relações entre México e Estados Unidos, para se ter uma dimensão, a pauta não será mais ancoradas em problemas regionais como imigração ilegal ou o tráfico de drogas, em vez disso, a economia, as finanças e o comérciovai ditaros termosentre ospaíses vizinhos. Entretanto, devido a lei já citada 1070, vinda do estado do Arizona, a frequente vinda de imigrantes legais na fronteira, violências e abusos, o tema Imigração ainda deve ser tratado pelo presidente Barack Obama, de acordo ainda com a revista 'Diplomatic Courier' com firmeza e o mais bipartidária possível, mesmo apesar do assunto correr de maneira polarizada nos Estados Unidos, acentuada pelo país ainda ter um numero expressivo de desemprego. Essa é uma questão que é vista como uma necessidade dos Estados Unidos tratarem em suas politicas federais, deixando a responsabilidade ao México de proteger suas fronteiras ao sul da vinda de imigrantes da América Central, que entram através da Guatemala.
Construir muros e barreiras entre os dois países não será mais importante. A despeito dos problemas que o problema da migração cause, ela deverá ser atuada de maneira a continuar decrescendo dadas as medidas que esperam-se serem adotadas por ambos os países, a saida agora é deixar essas questões domésticas num plano que não arrisque os dialogos no plano comércial, economico e de negocios. A postura de Obama, mesmo com um novo governo mais conservador no México, do recém eleito presidente Enrique Peña Nieto, é de estreitar as relações, usando dos mais diferentes meios possíveis.
A razão principal da imigração ilegal de mexicanos nos Estados Unidos pode ser definida aqui como a falta de oportunidades de emprego e dinheiro, certo? Se o México hoje anda mostrando ser uma economia mais robusta, não haverá necessidade de procurar emprego em qualquer outro lugar. Para o México é extremamente importante que os EUA sobrevivam a crise e voltem a ser uma economia pungente como antes, claro. Se o México produz uma série de produtos, a preferencia é a possibilidade de exportar para o vizinho, e assim sendo os EUA investirem no México ainda mais. E vice-versa. Isso não quer dizer que já não em andamento hoje acordos com o Oriente Médio e China, sim e isso é um dos maiores temores dos norte-americanos: perder um espaço cativo. A publicação 'Diplomatic Courier' em artigo ressalta: "Coma economia dos EUAse apresentando emumritmo irregular,e ao mesmo tempo um crescimento na ênfase emexportações que agora ressurgiu, masa maior parte gira em tornoda Ásia.Isso é lamentável,porque o nossovizinho ao sul, está discretamenteposicionado paraser o próximojoia econômica demercados emergentes."
Reflexos de uma bolha prestes a estourar no setor imobiliário e de negócios, além do enfraquecimento dos PIB fazem da China bem menos cheio da bola. As previsões do FMI, é que ela deva crescer algo em torno de 7% para baixo. Bem longe do impulso que deu anos atrás. Isso não é um indicativo pleno se não mostrasse outra coisa, a expectativa do mercado no gigante asiático. E o Brasil? Promessas foram despejadas durante duas anos atrás. Hoje elas podem ser vistas como a maré. Chegou até onde pode e anda voltando, para as profundezas do oceano. Uma indústria frágil, tributação excessiva, poucas reformas e o peso excessivo da máquina governamental fazem das promessas feitas sobre o Brasil soarem perfeitas para uma bossa nova ao fundo: melancólica e que deixa saudades. De acordo comum relatórioNomuraEquity Research, o México, na próxima décadavai superarBrasile sera maior economia daAmérica Latina.Ao ser comparadoem uma basede PIBper capita, o Méxicopassa a sermenos desenvolvidado que Argentina, Chilee Brasil.Pode soarnegativo, mas isso deve sermúsica para os ouvidosdos investidores: quanto maisrecuperar o atrasopara o México, isso significamais investimento eatividade empresarial. O que no fim das contas é apenas que a economia deverá se dar bem. Não diz por quanto tempo, da mesma forma que os mesmos citados Brasil e China se deram bem nos últimos anos e não souberam aproveitar por completo a bonança.
Nas relações entre ambos, a economia do México é altamente ligada com a americana. Cerca de 80% das exportações hoje são para a terra do Tio Sam e algo próximo de 50% das importações são a partir de custos de fabricação dos EUA que para o México se comparadas com os custos da China por exemplo, são mais vantajosas. Outro dado, é que há dez anos, os custos trabalhistasna Chinaeram quatro vezesmais barato do queos no México, mascom ossaláriostrabalhistas na Chinainflando, o Méxicoagoratem uma vantagem comparativa, ainda mais devidoa sua proximidade com os Estados Unidos. Ao invés de utilizarema cargamarítima optando pelo transporte percorrendo todooPacífico quepode sair mais caroe difícil, quando podem estar usandocargasde caminhõesdonorte do Méxicoe entregandoparaWisconsin, em questão dedias.
Fica a pergunta se os Estados Unidos vão continuar fechando as fronteiras ou construindo barreiras com cercas elétricas dificultando as trocas de mercadorias entre os dois países. Felizmente, o NAFTA (North American Free Trade Agreement, o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio) já está em vigor, agora aguardando posições mais enérgicas de EUA e Canadá a respeito da redução de burocracia para simplificar o movimento comercial entre eles.
Passos sim, já podem ser vistos. Li no 'International New York Times', que investidores estão colocando dinheiro em um projeto que promete criar uma ponte que ligue a cidade de San Diego, com o aeroporto de Tijuana. A intenção de interligar um aeroporto (o de San Diego, na California), com o General Abelardo L. Rodríguez International Airport, em Tijuana. Muitos que vivem em San Diego, já utilizam do aeroporto em Tijuana para economizar. Se do lado mexicano, as liberações necessárias para as obras saem rapidamente, as do lado americano emperram devido ao congresso. O projeto que custou 90 milhões de dolares parece finalmente ter saido do papel, mostrando a disposição em atingirem acordos para interligar os dois tão conflituosos países.
Pretendo ser mais prático e suficientemente consciente das coisas de que fazemos durante a vida. Ok, mas há nessas tentativas a certeza de que somos incapazes de sermos emotivos e racionais numa medida equilibrada. Morremos sem durante a vida nesse ou naquele exato momento saber a exata medida do copo. Se estava cheio ou se estava vazio. Se parecia, mas não era. Os apertos no coração pelos erros que nos assombram. Pelo tempo que parecia nos permitir viver mais. Se vivemos demais e exageramos, pelo menos vivemos. Sim, mas não por muito tempo. O fim sempre está próximo do começo mesmo nós não nos percebendo disso.
Sinto um vazio. Por mais que eu conhecesse o terreno, o termo e o tempo, tudo que eu fui saber depois é que eu não tinha noção do que eu dizia. Era tudo tão prático. Gastamos nossos dinheiros cheios de felicidades momentâneas, e quando vemos eram felicidades de duração pífia e mínima. Me consumiu e me abateu como um açougueiro com a carne processada, trazida em caminhões de frigoríficos. Quando o som do martelo, da cutela correndo do braço forte do açougueiro encontrando na carne produzindo um som, uma marca no pedaço do boi e um belo bife servido a mesa nos fins de semana. Era um fim, era conhecido. Estávamos despreparados. Porque fomos tolos e inocentes. Só queríamos ver no que dava.
Quanta presunção. Achar que isso não teria sentido algum. Eu senti bem agora o que eu fiz. Ninguém nunca diria o que teria de ser feito. Eu apenas não fiz. Só não sei porque o meu erro me levou a pensar que eu saberia como preveni-lo. Simplesmente não havia. Era tarde demais. A certeza de que eu estava bem e de que mundos não teriam como me fazer cair e tropeçar. Nem Deus, nem o diabo e nem mesmo a morte. Tudo tão ousado e nem um pouco preparado. Patético, fui descobrir que errei e que errar é humano. Só não é certo que eu não vou errar de novo. O golpe atordoante que sinto só me faz estar zonzo, inebriado e pouco certo se eu tenho jeito. Vamos fazer assim, daqui 10 anos, em 2024, se eu João Henrique estiver vivo poderei ler isso e dizer. Consegui dinheiro para o que eu queria, consegui aquele trabalho e namoradas?
Um adendo qualquer não teria mais importância. Poucos se importam de verdade. Apenas olham e riem. Dão boas vindas e sentem que tiveram grandes experiências. Os bons modos só trouxeram uma etiqueta fraudada. Desqualificada e agora, vai responder as acusações de ter sido pouco atento? Talvez eu precise pensar melhor. Respira melhor. Pensa age agora. Desse instante em diante aprendemos que fomos longe demais e descobrimos pelo menos, por termos tido a oportunidade dada por nos mesmos, de descobrir o que tinha lá longe demais onde muitos pensam duas vezes antes de ir. Eu vi...
...Que o fracasso agora tem um rosto igual de sempre. Não era muito estranho pra mim que já o conhecia de outros más dias. Era um rosto que te faz desacreditar na vida. Um rosto tão cheio e parecido como um pesadelo tremendo que tivemos numa noite qualquer de verão, suando acordado. Vimos (ou melhor, vi, porque nenhum dos que lê isso daqui viu o que eu vi) que não era tão simples assim. Que não era tão glamouroso e grandiloquente nossos sonhos. Que eles teriam de ser reeducados para uma compreensão melhor da vida que teremos. Grandes coisas podem acontecer. Poderemos ser deuses, reis e jogadores de curling, nada pode nos deter. Só tenho que apreender que o que a voz da consciência diz é que temos que nos sentirmos menos e insignificantes até lá. Não reis e deuses sem termos as portas dos céus e do universo. Sem os sapatos de ouro calçado nos pés somos baratas. Isso se quisermos isso mesmo. Podemos nos contentar em comer hot dogs num beco perdido de uma cidade qualquer desse país.