sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Mostra Internacional de Cinema turbinada!

*A edição de 2018 estava em total sincronia com os tempos atuais e com produções premiadas além de inéditas!


Em meio a esse espaço e o outro que escrevo no Medium (medium.com/@henriquevoxx), tentei colocar as resenhas dos filmes que vi da Mostra nesse outro blog e aqui deixar os links que escrevi (com comentários adicionais):

The Man Who Killed Don Quixote - clique na imagem

A loucura do Don Quixote.

Uma das grandes surpresas da Mostra, o filme dirigido por Terry Gilliam quase não saiu do papel. Em meio a conturbados eventos, o diretor conhecido por seu papel na trupe inglesa Monty Phyton realiza uma obra atemporal sobre um homem que enlouquece sob a crença de ser de fato Don Quixote e de um cineasta que criou toda a confusão. Com Adam Driver e Jonathan Pryce.


Infiltrados no Klan - clique na imagem 

De olho no perigo atrás da porta.

Spike Lee lança um filme sobre ataques a outros sobre o pretexto da diferença de raças onde o americano branco é o algoz em sempre buscar meios de inferiorizar o cidadão negro, seja na policia, na politica e principalmente na sociedade. John David Washington está muito bem no papel do policial que se infiltra no KKK para descobrir as intenções do grupo na cidade.

A Favorita - clique na imagem

A disputa pelo poder.
Os olhos. As expressões. O som da trilha sonora. O som dos gritos. O som do choro. Em A Favorita, temos diante de nós cada detalhe em uma harmonia que aterroriza e subverte as boas intenções e bons modos de uma sociedade do século XVIII. O terror está nos risos, nas boas intenções. E o que vemos é uma comédia de humor negro que transforma o senso comum em uma barbárie. Yorgos Lanthimos cria um filme absurdo sobre os limites para se conquistar o poder.

Roma - clique na imagem

As dores e alegrias da vida.

O diretor mexicano Alfonso Cuaron nos faz uma homenagem sobre afeto e nostalgia. Dentro de histórias de vida contadas sob uma fotografia primorosa, uma edição de som e atuações profundas, Roma deixa de ser um drama qualquer sobre histórias de vida, mas se torna um espetáculo que nos emociona e cativa. A empregada quando sofre o coração partido. A patroa que sente o mesmo, por seu marido que a deixou. As crianças, a avó. Cada cena nos revela o quão pouco preparados estamos para lidar com o passado. Quando ele nos deixa boas memórias ou más memórias. Sentimos falta e nos apegamos as memórias.

Wildlife - clique na imagem

Atitudes inconsequentes.

Arrependimentos. O modo como realizamos nossos objetivos nos leva a pensar no conquistamos. Se conquistamos algo que nos trouxer arrependimentos, o sofrimento pode fazer a vida tomar caminhos que não desejamos. Em sua estreia como diretor, Paul Dano também escreve o roteiro desse filme junto com a sua parceira de outros filmes como ator, Zoe Kazan. A densidade que o filme possui nos toma de assalto e a forma como os atores Jake Gyllenhaal e Carey Mulligan levam a sério os seus personagens nos coloca como expectadores de uma discussão sem lados certos e errados.

Agora é esperar que Outubro de 1964...ops, de 2019 chegue logo.

sábado, 20 de outubro de 2018

A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Cobertura marota...

*O retorno daquele que não foi.

Pensando na vida: o filme de Desiree Akhavan que está na mostra paulistana.

Em tempos sombrios, somente o cinema pode nos proporcionar um meio de nos afungentar do medo e da dor de sobreviver a realidade. Como já diria o sábio Albert Camus, "Um homem sem memória é um homem sem passado. Mas um homem que não sabe fantasiar é um homem sem futuro". A fantasia sobre a vida nos pede para visualizar o desejo de alimentar os nossos sonhos, é por esse caminho que o cinema e as artes em geral nos convida a alimentar o intelecto e vislumbrar novas possibilidades e oferecer àqueles que o têm, a esperança de dias melhores. Que pode nunca chegar, mas que nos permite ter esperança de acreditar mesmo assim.

E é nesse clima de medo politico que a Mostra Internacional convida as pessoas a acreditar em histórias que vão contra o medo e nos provoca ousádia e esperança. Vou nesse espaço que deixei aos limbos por tempos em tempos, exercitar o meu senso crítico mas acima de tudo dialogar com as obras que vou ver nesse periodo de exibições ininterruptas de filmes. Filmes como "O mau exemplo de Cameron Post", da diretora Desiree Akhavan, "A Favorita", de Yorgos Lanthimos e os politicos "Infiltrado no Klan", de Spike Lee e o brasileiro "Rasga Coração", de Jorge Furtado e diversos outros.

O cinema, como a música e todo o tipo de arte sempre foi espaço para a manifestação de ideiais para um mundo melhor, seja esse um mundo possivel ou aparentemente impossivel. O mesmo Camus em seu livro Le mythe de Sisyphe (1960), já dizia: "L'absurde c'est la raison lucide qui constate ses limites". O absurdo será a razão lúcida que constata os seus limites. Nada passará incolume, intacto e inteiro. O mundo vai mudar e com ele os filmes estão aqui para contestar esse mundo e nos provocar ao pensamento. Essa Mostra vem a nós em um bom momento.


sábado, 4 de agosto de 2018

"Your mission, should you choose to accept it..."

* "Your mission, should you choose/decide to accept it, ... As always, should you or any of your Force be caught or killed, the Secretary will disavow any knowledge of your actions. This tape/disc will self-destruct in five/ten seconds. Good luck."

5,4,3,2,1...

Mais uma missão aceita... (Em Fallout, 2018)



Tom Cruise para mim é mais do que um simples ator que ganha a vida ao representar a sua arte, e por meio dela divulgar aquilo que deseja transmitir. O seu método de realizar a sua arte não se encontra na expressão da transformação de um personagem ao outro, ao imergir no conteudo que transmite. Cruise se lança em um método de se esforçar ao máximo e entregar personagens únicos. Não vou ficar em uma retrospectiva e analisar cada papel. Vou ficar só com o Ethan Hunt. Porque esse filme me fez vibrar com a ficção, com o cinema como a arte de entreter. Nunca vi a série de TV "Mission: Impossible" (mas pretendo me lançar algum dia a conferir), mas em cada filme feito por Cruise sou sempre o mesmo garoto que deitava no carpete preto do quarto da minha avó diante de uma televisão que passava o primeiro da série de filmes, dirigido pelo grande Brian De Palma. Lembro de assistir ao filme de 1996, com roteiro de David Koepp e Robert Towne e história de Steven Zaillian e David Koepp e aos 6 anos de idade sair extasiado com o tema da série/filme onde não parava de cantarolar pela casa de minha vó. Queria me juntar ao IMF, queria ser um agente secreto. Correr por ruas escuras da Europa e beijar mulheres sedutoras. Recordo do quanto amei o primeiro filme.


Sai a alguns minutos atrás da sessão do mais recente filme de uma série (literalmente) de SEIS filmes. O grande ator norte americano hoje com 56 "fucking" anos nascido em Syracuse, Nova York volta ao mesmo papel, que agora traz uma cadeia de novas histórias ao redor do personagem. O que o filme me causou hoje foi o mesmo tipo de reação do primeiro filme. A taquicardia. Já tive sérias reflexões sobre isso. Tenho que parar de entrar no filme, mas é tentador ser Hunt. Mas por quê? O seu charme e senso de responsabilidade pelo mundo o faz parecer meio pateta as vezes, mas isso o torna único. Em "Efeito Fallout", o ator reprisa o papel ao lado de atores vindos de outros filmes da série. Ving Rhames, o eterno Luther é o maior sobrevivente da série. Simon Pegg vem do terceiro filme, assim como Michelle Monaghan, reprisando o papel respectivamente de Benji e Julia. O alter ego aqui é Henry Cavell, onde em missão anteriores na sequencia delas foi de Jon Voight, Dougray Scott, Philip Seymour Hoffman, a bela Léa Seydoux e o sueco Michael Nyqvist e perigoso Sean Harris, que ainda aparece no novo "Fallout". Todos os vilões fizeram um bom trabalho em expor o por que são do mal, onde em boa parte é o sentimento similar de destruir o mundo. Cliché que sempre funciona, onde os roteiros ageis e bem desenvolvidos dão lugar a uma trama sempre atraente e sedutora.



Recordo-me de um Natal ou ano novo onde passei sozinho na casa do meus pais, uns anos atrás e resovi pegar todos as hisórias para rever até o quarto filme. A taquicardia era recorrente, como se fosse possível eu não sair vivo daquela missão que eu aceitei. O primeiro filme é todo aquele desfile de belos cenários na Europa, aquele aquario se despedaçando. A cena mais clássica da série ainda é do primeiro filme, onde prova que quando De Palma quer criar um ambiente mítico e cenas de tirar todo o fôlego do seu corpo, ele consegue. E como um sádico ele cria lentamente. O segundo filme já é mais porra louca, com as já caracteristicas cenas de ação do diretor chinês John Woo. A bela Thandie Newton e o cabelo cumprido de Cruise são marcantes, assim como aquela cena no final de cortar o oxigênio onde ele salta em uma moto e faz as mais inacreditáveis perseguições do cinema. No terceiro, o melhor filme de todos para mim. JJ Abrams, recém saído daquela série sobre um avião que caí em uma ilha com muitos passageiros, aparece para pegar todo aquele recheio da série, dos filmes anteriores e dos filmes de espionagem e lança Cruise na mais absurda aventura. Nunca saio inteiro desse filme, sempre deixo uma parte da minha alma na sala. Não é para principiantes ou aqueles que sofrem de ataques subitos no coração. Philip Seymour Hoffman define o filme, que começa tão tranquilo para Hunt que depois quando a coisa toda degringola chega a dar pena dos perreiros que ele passa. E o quarto chamado de "Protocolo Fantasma" é uma ode aos filmes de espionagem, com direção do incrível Brad Bird, que se aventura aqui no seu primeiro filme live-action depois de fazer sucesso com os filmes de animação da PIxar. Mulheres lindas em vestidos cortantes da ponta da coxa até os pés, carros estupendos e toda aquela tranquilaria que só poderia existir em filmes de 007. Cruise salta em prédio de Dubai e novamente me tira o ar do corpo. Tão bom rever Ving Rhames aqui. Lembro da nostalgia de o ver desde aquele primeiro filme, onde o clima frio aqui dá lugar a um clima quente.



O quinto filme, "Nação Secreta" talvez peca por parecer ser um recorte de todos os filmes de espionagem em geral, mas nutre uma trama tão envolvente que impossivel não achar tudo sensacional. Com direção de Christopher McQuarrie (o mesmo sujeito que dirige o novo filme, "Fallout" e os filmes de Jack Reacher, também com Cruise). No novo filme, Ethan Hunt é "o mesmo velho Ethan, de sempre", como confessa Luther para Julia em dado momento. Ele é o cara que "get the things done" ("faz as coisas darem certo"), sempre pensando no melhor para os seus companheiros. O sujeito se lança em uma espiral de momentos que eu achei estar em algum experimento de apnéia. E o faço simplesmente por não ver outra alternativa, ao entrar dentro da história com tudo (sempre faço isso) e ver tudo naquele limiar do fim. A vibração de sentir o pulsar daquele sujeito que por seis filmes se lança com tanto afinco, correndo no alto dos seus 56 anos de idade, pulando, saltando, machucando e salvando a todos quando a faísca no fio de polvora está próximo da bomba. Quando o relógio do detonador corre nos 15 minutos e só é interrompido nos 0,1 segundos. Impossível é sair vivo de uma sessão de Missão Impossível, onde com muito orgulho, confesso ter sobrevivido a cada um deles, apesar das taquicardias.


Uma curiosidade: o tema da série/filmes foi arranjada e conduzida por um argentino. O seu nome é Lalo Schifrin. Ele fez esse grande tema em 1967 para a série criada por Bruce Geller. Além disso, fez as trilhas sonoras de diversos filmes, como os inesqueciveis dos filmes dos filmes de Dirty Harry, para Clint Eastwood.







domingo, 4 de março de 2018

Os prêmios da Academia. O ano dos cinéfilos começa hoje.



* Por que raios ainda é tão atrativo assistir o Oscar?

Permita brevemente discorrer sobre o que significa pra mim escrever sobre uma premiação como o da Academia, ou o de Cannes, ou simplesmente sobre Mostras pela cidade, blockbusters e filmes independentes. Falar sobre cinema é um modo de canalizar a nossa propria fascinação por uma obra de arte que capta o nosso ser para fora do corpo. Como em uma magia somos levados a encarar sentimentos de outros em tela, sobretudo quando o diretor e atores trabalham tão bem e por isso o apreeço pelos filmes de premiação, pelo constante trabalho exepcional.

Julgar os melhores beira a um trabalho injusto. Premiar um bom trabalho significa ignorar aspectos que os outros podem ter e que o vencedor não possui. Por esse motivo, obras com conotação politica ou social tendem a levar os prêmios principais, mas esse é o intuito do cinema: transmitir uma visão da realidade também. Multiplas visões, capazes de dialogar com um evento e nos fazer ter reflexões sobre. O mais brilhante momento de filmes como o documentário "Os Ultimos Homens em Aleppo", de Feras Fayyad significa nos oferecer uma visão mais acurada e precisa do horrendo conflito na Siria. Ao ser indicado no Oscar desse ano, nos faz observar que o cinema e a realidade tem que estar em sintonia sempre, pois o mundo do cinema deve ser lúdico, mas acima de tudo real.

E nessa realidade temos os filmes principais do prêmio de número 90 da Academia de Artes Cinematográficas dialogando com um mundo cujos temas são o racismo, segregação, ameaça a imprensa, entre outros. Em "A Forma da Agua", de Guillermo Del Toro, o cenário é a imagem de um ser mágico que se vê preso em uma instalação americana do exército. Uma moça muda que trabalha na limpeza do lugar observa o ser anfibio e se apaixona. O amor e todo o trabalho de roteiro nos conduz a um retrato do próprio tempo de Hollywood nos anos dourados do cinema norte-americano. No outro lado temos uma mãe que ainda não recebeu justiça por um crime odioso emperpetrado contra sua própria filha. No espetácular "Três Anuncios para um Crime", o serviço do diretor Martin McDonagh é criar um espaço para grandes atores recriarem dramas passados dentro de uma ficticia cidade chamada Ebbing, no Estado do Missouri. Outro grande destaque recai sobre Dunkirk, do diretor Christopher Nolan, que em uma obra atemporal nos lança em um filme sem afeto ou sentimentalismo sobre os eventos que tomaram conta na praia francesa que dá nome ao filme, onde soldados ingleses e franceses buscavam sobreviver a morte. E claro, o filme de Jordan Peele, "Corra!", que redefine o gênero de filmes de suspense.

Nesse post vou colocar os meus favoritos em todas as categorias dessa premiação de hoje. Diferentemente de outros anos, me propus a ver literalmente os filmes de todas as categorias da premiação da Academia, para ter uma experiência ainda maior sobre os indicados. Como citei acima, vencer um prêmio significa pouco, diante do que está em jogo mas como eu adoro 1 - uma festa; 2- sobre filmes; 3 - com apelo a um glamour que enche sempre os olhos, me encanta participar, sem a pressão de ser um dos cerca de 6.000 votante da premiação, da premiação pela TV, julgando a tudo e a todos. Boa premiação para todos!

A festa será comandada pelo apresentador Jimmy Kimmel mais uma vez. Podemos esperar mais piadas com Matt Damon esse ano. Além de referências a politica americana e sobre o movimento Times Up e os escândalos de assédio.



clique no video abaixo:




Atriz Coadjuvante


Mary J. Blige, Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi

Octavia Spencer, A Forma da Água

Allison Janney, Eu, Tonya



Eu pessoalmente a recordo mais por uma série de TV que ela fez chamada "Masters of Sex", e de filmes como Juno e The Help. Aqui ela assombra. O papel da mãe da patinadora Tonya Harding (Margot Robbie) te faz rir e se assustar ao mesmo tempo, no mesmo momento em que a sua voz e trejeitos levam a personagem para um lugar obscuro.

Laurie Metcalf, Lady Bird: É Hora de Voar


Lesley Manville, Trama Fantasma



Longa-metragem de Animação 


O Poderoso Chefinho

The Breadwinner

Viva – A Vida É uma Festa (Lee Unkrich and Darla K. Anderson)


O que a Pixar sempre faz nos seus filmes é criar um mundo completamente diferente do que esperamos estar. Em "Coco" - "Viva - A Vida é uma festa" somos apresentados a um dos mundos mais interessantes de se contar: o da morte, e nele o personagem Miguel tenta encontrar uma saida do mundo dos mortos ao mesmo tempo que deseja ser um músico no mundo dos vivos. Uma bela homenagem a cultura do México.

O Touro Ferdinando

Com Amor, Van Gogh



Filme em Língua Estrangeira



Uma Mulher Fantástica (Chile) (Dirigido por Sebastián Lelio)


O cinema chileno anda cada vez melhor. Depois do esplêndido "Gloria", de 2013, o cineasta Sebastián Lelio cria um filme sobre perdas e conquistas. "Una Mujer Fantastica" utiliza do lúdico e de belos dialogos para tratar de preconceitos. Dificil sair do cinema da mesma maneira como entramos depois do final lindo, que propõe uma ode a quem somos. 

O Insulto (Líbano)

Loveless: Sem Amor (Russia)

Corpo e Alma (Hungria)

The Square: A Arte da Discórdia (Suécia)



Roteiro Original


Doentes de Amor

Corra! (escrito por Jordan Peele)



PRESENT DAY - INT. MISSY’S OFFICE. NIGHT 

Chris nods and cries. 

CHRIS --Found it. 

MISSY (realizing) You think it was your fault. 

Chris nods. 

TING TING. TING TING. MISSY (CONT’D) 

I want you to feel that fear again, Chris. 

CHRIS I don't want to. 

MISSY It's okay. I'm here. 

Chris trembles anxiously.

Baixe aqui todo o roteiro de "Get Out" ("Corra!") - DOWNLOAD

Jordan Peele escreve um roteiro que se formos observar a sua própria estrutura, cria uma sequência de momentos aterrorizantes sem nada muito simples de entender. O plot twist aqui faz com que a própria narrativa se adequasse a tudo o que haviamos visto desde o começo do filme. Um belo filme de suspense, com doses de humor, em um filme puramente dramático. Merece vencer pois seria uma categoria que mesmo na ausência de outros prêmio, o filme merece sair com um Oscar para Peele. (Diretor se tornou impossivel). 

Lady Bird: É Hora de Voar

Três Anúncios para Um Crime

A Forma da Água




Roteiro Adaptado




Me Chame pelo Seu Nome (escrito por James Ivory. Baseado no livro de André Aciman)



OLIVER listens, now looking at Elio straight in the face. 

OLIVER 
That voice of wisdom is your most winning trait. Do you like me that much, Elio? 

ELIO 
Do I like you? Do I like you, Oliver? I worship you. 

OLIVER’s face softens. He is touched by Elio’s forthright and brave avowal. 

OLIVER 
I’ll go with you but - no speeches. 

ELIO 
No speeches, not a word

Baixe aqui o roteiro de "Call Me By Your Name" ("Me Chame pelo seu Nome") - DOWNLOAD

O filme retrata as descobertas do amor. Que tipo de amor seria esse? James Ivory já ganhou um Oscar por roteiro adaptado pelo filme "A Room With a View", acredito que seja Uma Janela para o Amor, nos anos oitenta. Aqui temos um filme tão intenso na sua condução que beira a um dos mais belos trabalhos de romance do cinema.

O Artista do Desastre

Logan

A Grande Jogada

Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi



Direção de arte


A Bela e a Fera

Blade Runner 2049

O Destino de Uma Nação

Dunkirk

A Forma da Água (Paul Denham Austerberry (Production Design); Shane Vieau and Jeffrey A. Melvin (Set Decoration))



Bela recriação de cenários, sobretudo nas cenas na casa da personagem e nos momentos com o ser anfibio.


Direção de Fotografia

Blade Runner 2049 (realizado por Roger Deakins)



Depois de 14 indicações, se o brilhante diretor de fotográfia Roger Deakins não levar o Oscar, podemos todos chamar essa premiação de golpe?

O Destino de Uma Nação

Dunkirk

Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi

A Forma da Água



Figurino


A Bela e a Fera


O Destino de Uma Nação

Trama Fantasma (criado por Mark Bridges)


Inglaterra. Pós Segunda Guerra Mundial. O trabalho de Mark Bridges novamente em filme de época ("O Artista", "Inherent Vice", entre outros) é de encher os olhos. Em um filme cuja temática se trata justamente do mundo da moda, o estilista da vida real cria grandes figurinos.

A Forma da Água

Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha



Mixagem de Som


Baby Driver - Em Ritmo de Fuga

Blade Runner 2049

Dunkirk (realizado por Gregg Landaker, Gary A. Rizzo and Mark Weingarten)


O mais incrível de assistir "Dunkirk" em uma sala XD ou IMAX é justamente ser tomado pela sensação de que a equipe por trás da edição e mixagem de som do filme deu um passo a frente não somente nos indicados desse ano, mas no cinema recente.



A Forma da Água

Star Wars: Os Últimos Jedi



Edição de Som

Baby Driver - Em Ritmo de Fuga

Blade Runner 2049

Dunkirk (realizado por Richard King and Alex Gibson)



Sem dúvida. Deve ganhar, eu espero. Junto com mixagem de som. "Dunkirk" merece ganhar todos prêmios técnicos possivel.


A Forma da Água

Star Wars: Os Últimos Jedi




Trilha Sonora Original


Três Anúncios para Um Crime

Dunkirk (composto por Hans Zimmer)




Hans Zimmer cria uma trilha sonora que consiste em um som que emula os tique-taque de um relógio. Agora pensa ouvir uma trilha sonora como essa assistindo soldados ingleses e franceses sobrevivendo em uma praia cercada por nazistas.
Trama Fantasma

A Forma da Água

Star Wars: Os Últimos Jedi


Edição

Baby Driver - Em Ritmo de Fuga

Dunkirk (realizado por Lee Smith)



Em um filme de Christopher Nolan, sua equipe técnica tende a ser a mesma. Aqui em "Dunkirk o trabalho é de Lee Smith. Um dos grandes trabalhos do ano. "Baby Driver", aqui seria um vencedor que ficaria feliz.

Eu, Tonya

A Forma da Água

Três Anúncios para Um Crime



Efeitos Visuais

Blade Runner 2049 (criado por John Nelson, Gerd Nefzer, Paul Lambert and Richard R. Hoover)


Em um sublime mundo criado por uma equipe que leva além o mundo futuristico do primeiro "Blade Runner"

Guardiões da Galáxia Vol. 2

Kong: A Ilha da Caveira

Star Wars: Os Últimos Jedi

Planeta dos Macacos: A Guerra



Maquiagem e Cabelo


O Destino de Uma Nação (realizado por Kazuhiro Tsuji, David Malinowski and Lucy Sibbick)


Os concorrentes (que são menores aqui do que em outras categorias), são igualmente bons exemplos de um belo trabalho com maquiagem, mas a transformação de Gary Oldman em Winston Churchill será memorável para anos a frente.

Extraordinário

Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha



Canção Original


"Mighty River", Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi (Música e Letras compostas por Mary J. Blige, Raphael Saadiq e Taura Stinson)



Uma canção que fala sobre a união, mesmo que isso doa. Mary J. Blidge (também indicada a melhor atriz coadjuvante), cria um belo retrato do filme e do racismo na América.

Mystery of Love, de Me Chame pelo Seu Nome

Remember Me, de Viva – A Vida É uma Festa

This Is Me, de O Rei do Show

Stand Up for Something, de Marshall



Documentário em longa-metragem



Abacus: Pequeno o Bastante Para Condenar

Visages, Villages (dirigido e realizado por Agnès Varda e JR)


Um filme que merecia ser indicado a Melhor Filme e não a melhor Documentário em longa-metragem. Aqui é barbada. Um dos melhores filmes desse Oscar. Segue a resenha que fiz desse filme. LEIA AQUI.

Ícaro

Últimos Homens em Aleppo

Strong Island



Documentário em curta-metragem

Edith+Eddie

Heaven Is a Traffic Jam on the 405 (dirigido por Frank Stiefel)


Quem deve levar o Oscar aqui é Heroin(e), mas "Heaven Is a Traffic Jam on the 405" conseguiu me chamar mais atenção que os outros indicados por tratar de forma afetuosa e emocionante a luta de uma notável artista plástica que luta contra doenças mentais. SEGUE O FILME COMPLETO ACIMA. 

Heroin(e)


Knife Skills

Traffic Stop



Curta-metragem

DeKalb Elementary (dirigido por Reed Van Dyk)


Confesso que não consegui ficar sem o meu coração batendo forte nesse filme. O filme que tem vinte minutos está para aluguel no serviço Vimeo OnDemand. Baseado em uma história veridica sobre chamada para o 911 nos Estados Unidos que mostra a fragilidade da questão sobre o controle de armas no país.

The Eleven O’Clock

My Nephew Emmett

The Silent Child

Watu Wote/All of Us



Curta-metragem de animação


Dear Basketball

Garden Party

Lou

Negative Space (dirigida por Max Porter e Ru Kuwuhata)


Quem deve ganhar nessa categoria do Oscar não esse filme, "Negative Space", mas o filme da Pixar, "Lou". Se o mundo fosse justo gostaria que essa animação francesa vencesse. Max Porter e Ru Kuwuhata, os criadores do filme contam uma história sobre objetos que carregamos na vida (inclusive em um caixão, um dos ulimos objetos que temos na vida).

Revolting Rhymes



Ator Coadjuvante

Christopher Plummer, Todo o Dinheiro do Mundo

Willem Dafoe, Projeto Flórida

Richard Jenkins, A Forma da Água

Woody Harrelson, Três Anúncios para Um Crime

Sam Rockwell, Três Anúncios para Um Crime


Merece ganhar porque Sam Rockwell é um ator brilhante e ganhou no papel de Jason Dixon um sujeito que age de maneira inconsequente mas se redime e mostra que o ser humano assim como para o pensador Rousseau não nasceu um homem mal, mas o mundo o tornou assim. Ele nos deixa com raiva dele e ao mesmo tempo sentimos toda a sua dor proximo do final de "Três Anuncios para um Crime".


Melhor ator

Daniel Day-Lewis, Trama Fantasma

Daniel Kaluuya, Corra!

Gary Oldman, O Destino de Uma Nação


Daniel Day-Lewis é o meu favorito nesse prêmio, pelo seu papel em 'Trama Fantasma", entretanto Gary Oldman nunca venceu um Oscar e o seu papel merece toda a nossa atenção. Sua voz no personagem e os trejeitos de Winston Churchill parecem muito verdadeiros.

Denzel Washington, Roman J. Israel, Esq.


Timothée Chalamet, Me Chame pelo Seu Nome



Melhor Atriz

Frances McDormand, Três Anúncios para Um Crime


Sempre vou lembrar da Frances McDormand do filme que a levou a ganhar o seu primeiro Oscar, por Fargo (filme de 1996 escrito pelos irmãos Coen). Aqui com o diretor inglês Martin McDonagh em "Três Anuncios para um Crime" ela se eleva a um patamar ainda maior. Seu rosto frio de uma mãe que perde a filha e guarda rancor e ódio no coração nos conquista, por demonstrar ao mesmo tempo uma garrafa e busca por alguma justiça, seja ela qual for.

Margot Robbie, Eu, Tonya


Meryl Streep, The Post: A Guerra Secreta

Sally Hawkins, A Forma da Água

Saoirse Ronan, Lady Bird: É Hora de Voar



Melhor Direção


Christopher Nolan, Dunkirk

Greta Gerwig, Lady Bird: É Hora de Voar

Guillermo del Toro, A Forma da Água


Del Toro tem que se juntar aos seus colegas mexicanos Alfonso Cuaron e Alejandro Gonzalez Iñarritu e levar o Oscar de melhor direção pelo seu filme mais ambicioso, o mágico e politico "A Forma da Agua". Sua direção cria um ambiente fácil de entrar uma vez que a tela se acende e emocionante quando a tela se apaga. Uma homenagem ao cinema como Hollywood gosta, mas uma das grandes histórias nunca contadas.

Paul Thomas Anderson, Trama Fantasma

Jordan Peele, Corra!



Melhor Filme



Me Chame pelo Seu Nome

O Destino de Uma Nação

Dunkirk

Corra!

Lady Bird: É Hora de Voar

Trama Fantasma

The Post: A Guerra Secreta

A Forma da Água

Três Anúncios para Um Crime (Graham Broadbent, Pete Czernin and Martin McDonagh



Quando sai da sessão de "Três Anuncios para um Crime" ("Three Billboards outside Ebbing, Missouri") exibida no Espaço Itaú na Augusta em janeiro tive a sensação de ter visto um filme sobre provocações. Nós sentados nos assentos fomos os mais provocados por testemunhar um filme que dialoga todo o instante sobre moral, ética. Pensadores viriam esse filme e conseguiria uma análise profunda sobre a condição humana. O diretor Martin McDonagh deixa uma obra-prima que se constroi para o seu final, que não nos entrega respostas do que aconteceu, mas nos faz imaginar o que pode acontecer afinal. Na vida por mais que tentamos ter resultados, as vezes morremos com uma ideia subjetiva de tudo. Muito bem filmado, com um roteiro afiado, esse filme merece muito vencer o prêmio pela Academia hoje.
Meus centavos a mais sobre o filme - LEIA AQUI


"E o Oscar vai para..." Warren Beatty e Faye Dunaway retornam no dia de hoje para anunciar o prêmio de Melhor Filme

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Historias de 2017. Contos sobre as séries que marcaram o ano.

Hora de ligar a TV.


* A TV brilha e transcende no ano que passou trazendo histórias que abre os nossos olhos para o surreal, o inacreditável, o vibrante e nos engaja de formas como nunca antes em causas atuais.

Last Week with John Oliver é de longe o melhor programa de noticias da televisão. 


Violência contra mulheres. Guerra de dragões no gelo. Aias de vermelho em um futuro distópico. Um buraco aberto libertando monstros em uma cidade americana. Uma outra cidade americana que retorna aos perigos como nunca antes desde a morte de uma moça de nome Laura. O fim do mundo na Austrália. Tantas histórias fizeram de 2017 um daqueles anos que foi dificil acompanhar tudo o que aconteceu na televisão e cada uma delas significou memorias eternizadas em cenas absurdamente bem feitas. Um flashback corre em nossas mentes com as muitas imagens impressas por cores, fotografias, atuações brilhantes, direção, figurino, aliados a roteiros instigantes e profundos.

Os mais brilhantes roteiristas e criadores vieram no ano passado com projetos bem interessantes para a telinha. Paolo Sorrentino (The Young Pope), Jean-Marc Valleé (Big Little Lies), David Lynch (Twin Peaks: The Return), Damon Lindelof (The Leftovers), David Simon (The Deuce), Gus Van Sant (When We Rise) e por ai vai. O nivel técnico das produções audiovisuais televisivas nesse ano foi absurdo. Isso representa uma alteração na percepção até mesmo de atores do primeiro escalão do cinema (Gael Garcia Bernal, Nicole Kidman, Ewan McGregor, etc) que entendem que a TV está mais provocativa e intensamente interessante que o proprio cinema.

Os melhores trabalhos na tela da TV não poderia ficar em somente dez, dada a infinita quantidade de boas produções, por isso segue os quinze melhores. E sem ordem porque todos aqui são o número um, os melhores.





The Young Pope (HBO, no Brasil pela FOX Premium)

Jude Law incorpora o melhor trabalho de sua carreira. Sarcástico, inquieto e impiedoso as vezes. Belardo se torna, após uma intervenção divina, no papa Pio XIII e traz a sua visão nada ortodoxa para uma igreja Catolica em frangalhos. Suas atitudes despertam reações inesperadas nas pessoas. A fotografia, a trilha sonora, a direção. Tudo funciona de forma brilhante. Paolo Sorrentino (vencedor do Oscar por 'A Grande Beleza') é o criador dessa obra-prima.


Big Little Lies (HBO)

No começo com todos os personagens dessa série em salas de interrogação fica evidente que ocorreu um crime. Mas qual seria esse? O diretor e criador da série Jean-Marc Valleé forma uma teia absurda em torno de relacionamentos entre casais e suas amizades, tudo ao redor de uma escola primária. O crime em si se revela somente no último episodio e é chocante. Com atuações fenomenais de Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Shailene Woodley e Laura Dern. Imperdivel.


The Good Place (Netflix)

E se você fosse uma péssima pessoa na Terra e mesmo assim por um acaso morresse e fosse para o céu? Bem, o plot dessa comédia do mesmo criador de Parks and Recreation transcorre o tempo onde os quatro individuos que morreram se dão conta que estão na realidade no céu. Será mesmo que estão? Ted Danson reprisa um papel que particularmente me remete muito ao seu antigo papel na série 'Bored to Death' da HBO. Impossivel largar a série. Queremos muito uma Janet ao nosso redor.


Master of None - temporada 2 (Netflix)

Aziz Ansari imcorpora um dos talentos mais notáveis da televisão em 2018. Se a primeira temporada foi ótima, essa segunda vai muito além e forma laços com personagens muito bem criados, em tramas que deixa no ar referencias ao cinema italiano dos idos anos 60, 70. As cenas com o garoto italiano em preto e branco é de levantar do sofá e ovacionar de pé. Bravo.


Legion (FX)

Noah Hawley emplaca duas das melhores séries de 2018 (a outra é a terceira parte da antologia 'Fargo'). Sua mente brilhante se vê diante de um desafio: adaptar a absurda HQ dos X-Men e transformar em uma série que emplacasse. O resultado visto é semelhante ao de tomar um alucinogeno e embarcar na mente de David Haller, o personagem principal. Agil, intrigante, muito belo visualmente. Legion abraça o espirito da HQ dos X-Men de mesmo nome e a criatividade do roteiro de Hawley.

Twin Peaks: THE RETURN (Showtime)

 A morte de Laura Palmer gerou muito barulho nas temporadas passadas, bem passadas lá nos anos 90. Agora, o gênial David Lynch teve uma grande ideia: trazer o criador da série original Mark Frost para ir além daquele material do passado e nos destruir a cabeça com uma trama que explora o surreal e o intangível. Os sons, as cenas, as formas, as cores, o sangue todo, a trilha sonora em um bar ao vivo. Tudo vai além de nossas compreensões e por isso explode as nossas cabeças.


Godless (Netflix)

O roteirista de grandes filmes como Minority Report (2002), Logan (2017), O Nome do Jogo (1995) Scott Frank, cria com a produção de Steven Sordebergh uma minissérie de western que busca referências aonde você puder imaginar. Em personagens cativantes, vamos pouco a pouco caindo dentro de reviravoltas intensas, cenas de ação de parar a respiração e nos conduz a um encantamento por vezes dificil de controlar. Jeff Daniels como o vilão sem braço foi sem duvida o melhor vilão. Temos um medo real por ele.


Sneaky Pete (Amazon Prime Video)

Uma das melhores séries do ano que quase ninguém viu. Produzida, criada e estrelada por Bryan Cranston junto de David Shore, o criador de House, o show ganhará uma segunda temporada pela Amazon e merecidamente. Trambiques, mentiras, traições. Cranston mostra o seu lado mais intenso com uma atuação brilhante, sendo ele apenas um coadjuvante. Giovanni Ribisi aqui é um monstro de ator. Ele é Marius Josipovic, mas se passa por Pete, um amigo seu dos seus tempos de cadeia, conhecendo toda a familia de Pete que não o via a tempo. Genial.


The Deuce (HBO)

Depois que The Wire (2002-2008) mostrou uma Baltimore contaminada por seus vicios e pecados, em meio a temporadas atrás de temporadas que desafiavam o olhar do espectador para observar o mundo ao redor, David Simon e George Pelecanos retorna propondo o mesmo em uma Nova York dos 70 em meio a prostitutas, sexo em cinemas, filmes pornô. James Franco (em dois personagens) e Maggie Gyllenhaal arrasam, e o figurino e ambientação dos anos 70 é de encher os olhos.


The Handmaid's Tale (Hulu)

O mundo cada vez mais sombrio. Mulheres passam a ser subjulgadas e mal tratadas em publico. Até chegarmos a um ponto onde elas ou morrem ou se tornam serventes. As aias são mulheres vestidas de vermelho com um capuz cobrindo os cabelos e que somente servem para a procriação. Na adaptação da obra de Margaret Atwood para a televisão temos a mais delirante e espetacular série do ano. Pela trilha sonora moderna sob cenas aterrotizantes. Elizabeth Moss faz uma personagem que marca a sua carreira. E sem duvidas fica marcado em nossas mentes o poder da liberdade em tempos onde o medo impera.


Patriot (Amazon Prime Video)

Roteirista de cinema, Steve Conrad cria uma série unica a sua propria maneira. Em "Patriot" temos uma comédia dramática que nos abre uma visão leve e bem humorada sobre espionagem, interesses governamentais e muitas boas sacadas. Michael Dorman faz John, um cara que apresenta canções folk cujas letras falam sobre tudo aquilo de bobagem que o seu país faz e que ele tenta ao máximo concertar. Um clima soturno mas uma boa surpresa do ano. Outra série que merecia mais atenção, do que a que foi dada.


American Vandal (Netflix)

Aparentemente temos um 'mockumentary' sobre um criminoso de uma escola dos EUA que desenha diversas imagens de pintos em todos os carros do estacionamento. Quem seria o culpado? Obviamente, o único cara de toda a escola que desenha pintos na lousa todos os dias e importuna professores correquiramente. Bobo, com uma história ridicula mas que se torna uma das melhores séries do ano justamente por ser extremamente divertido.



Baskets - temporada 2 (FX, no Brasil pela FOX Premium)

O que mais me encanta em "Baskets" é o quão tudo é singelo. Seu modo de lidar com problemas corriqueiros e sob personagens bobos e honestos. O ator Louie Anderson como a mamãe Baskets nos enche de alegria. Zach Galifianakis sempre incrivel nessa série. Além da atriz Martha Kelly que faz a personagem Martha. Impossivel não se envolver com toda a história.



The Leftovers - temporada 3 (HBO)

O que o mundo ao redor significa para nós quando tudo está prestes a ter o seu fim? Criada por Damon Lindelof e pelo escritor do livro que deu origem a história Tom Perrotta, a série mergulha em cenas absurdamente espetaculares. Como em um retrato sobre o medo do fim de tudo, Kevin Garvey (Justin Theroux) e Nora Durst (Carrie Coon) vão para a Australia tentar impedir o fim do mundo. Uma obra prima da televisão que se despede na terceira temporada.



Mindhunter (Netflix)

A cabeça de psicopatas dissecada. David Fincher cria uma história baseada no livro que dá nome a série e faz um road movie com dois policiais do FBI indo de cidade a cidade para entrevistar psicopatas e entender as suas mentes, suas motivações e os seus desejos. Os atores são ótimos, o roteiro maravilhoso, onde a mente dos proprios policias lutam para manter suas sanidades intactas.



Claro que teria que fazer menção honrrosa a uma série que não coube aqui nessas quinze escolhas, dentre elas a incrivel 'Fargo' (FX), terceira temporada com Ewan McGregor e Carrie Coon.

Os Stussy tem que morrer. Mais uma sensacional temporada de Fargo, criada por Noah Hawley (FX).