domingo, 24 de maio de 2015

Obrigado David Letterman!


Apresentar um talk show hoje parece ser fácil. Basta você se enumerar dentro de certas qualificações: você é comediante? Sim, ótimo. Tem facilidade de aceitação com o publico em geral. Sim, maravilhoso. Entre outras que possivelmente deverá ter um futuro apresentador de talk shows, nenhum poderá ter tirado tais qualificações para tal se não do homem que se aposentou nessa semana. O dia 20 de maio de 2015, será lembrado pelo dia em que David Letterman se aposenta da televisão e de seu midiático programa de talk show que obviamente foi muito mais do que um simples programa de conversas em geral como via-se com Johnny Carson, seu colega na NBC no Tonight Show.

Se hoje ligamos a TV brasileira e vemos Jô Soares e Danilo Gentili fazendo mil coisas, foram certamente nas muitas liberdades que se propôs Letterman em seus 33 anos de carreira nos talk shows. Tudo começa em 1 de fevereiro de 1982. David Letterman de um programa matinal, assume um talk show noturno, o Late Night With David Letterman. De lá pra cá, saiu da NBC, após ver o Tonight Show, que com a aposentadoria de Carson, ficar com o comando de Jay Leno, e não para ele que já assumia horas antes o Late Night. Conan O' Brian, roteirista dos Os Simpsons e do SNL entra em seu lugar. Letterman vai para a CBS, aonde se encontrava até o dia 20 desse mês.  Na CBS assume o até os dias de hoje popular Late Show With David Letterman, exibido no famoso Ed Sulliver theater, localizado na 1697, Broadway, entre a West 53rd com a West 54rd.

Quem assume seu mítico posto no Late Show é Stephen Colbert, conhecido já pelo The Colbert Report do Comedy Central, no segundo semestre.

This is Letterman...


 Tchau David!

Para lembrarmos sempre de David, aqui estão cinco momentos do seu programa que devem ser lembrados...









E que subam os letreiros...

:-(

domingo, 3 de maio de 2015

Cinco Anos.


O blog HENRIQUEVOXX, que leva meu nome e cuja origem está na vontade de escrever coisas que dizem respeito a tudo e a nada ao mesmo tempo fará no dia 12 de maio cinco anos de idade. Para iniciar os pontapés da comemoração mixuruca que darei para ele, proponho chamar o meu querido amigo David Bowie para cantar uma música que tem tudo a ver com essa data. Cinco anos de blog. Com Five Years, famosa canção do camaleão. E ai lembrei que o Seu Jorge fez um cover bacana para aquele filme do Wes Andreson, 'A Vida Marinha de Steve Zissou', dessa mesma canção resolvi colocá-la para tocar abaixo. É só para dar inicio as festividades. kkk




sexta-feira, 1 de maio de 2015

Interromperemos a programação habitual para anunciar que o Blur lançou o melhor disco do ano.

摇滚乐队模糊将发布2015年的最佳音乐专辑

您好!






Não estamos no ano de 1994. Nem Cindy Crawford é a mulher mais linda do mundo. Britpop é apenas mais uma daquelas referencias do passado sobre movimentos musicais relevantes. De alguma forma dificilmente veremos um disco mais legal em 2015 do que a de uma das banda mais famosas dos anos 90. A banda londrina formada pelos garotos quarentões Damon Albarn, Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree gravaram entre umas e outras sessões em Hong Kong, o oitavo disco da carreira, lançado essa semana. 'The Magic Whip foi apresentado ao publico de uma forma pouco convencional. Simplesmente numa manhã sai um post no periodico ingles The Sun, que indicaria que haveria uma surpresa para aquele dia. Aquele dia era o ano novo chines, e como se sabe a banda já havia usado essa data para apresentar albuns no passado. Só que não é só isso, a banda havia dado a luz ao disco na China, o que aumentou ainda mais as suspeitas. Na mesma manhã a banda convoca a imprensa para um restaurante chinês e boom...



 




Em 19 de fevereiro, com direito a presença do ex-garoto da BBC Radio 1,  Zane Lowe introduzindo a banda, de repente estava lá os quatro juntos. Décadas atrás a banda se separa por razões de briga entre Albarn, Coxon e a banda. Em 2009 eles estavam de volta. Lançaram disco de compilações, uma turnê, caixas comemorativas e ainda tiveram tempo de passar pelo Brasil, no festival Planeta Terra. E dai pararam mais um tempo. Albarn lança um excelente disco solo. E lá nesse restaurante chinês a banda anuncia que durante a turnê por Hong Kong eles fizeram um disco. E o disco seria lançado em abril. E que o primeiro single do novo disco "Go Out", já estaria no Itunes disponivel naquela mesma manhã para download, junto com a pré-venda de "The Magic Whip". Estampando um sorvete sorridente, uma nova banda anuncia que nunca estiveram tão a vontade, pelo menos não há pelos menos 20 anos, 12 anos pelos quais eles não lançam nenhum novo album (o ultimo "Think Tank", lançado em 2003, foi aclamado pela midia, dentre as quais a propria NME colocou o disco como um dos melhores da década, mas não soava muito o som caracteristico da banda, é mais soturno).


Blur is back! <3 br="">
 O retorno da banda já havia sido especulado, pelo próprio Albarn e pelos outros membros da banda. O disco novo trás um som fresco e cheio de melodias muito boas. "Go Out", o primeiro single tem seu ponto alto assistido junto com o video engraçadinho lançado na mesma manhã do dia 19 de fevereiro, apresentando uma moça chinesa preparando um sorvete caseiro, em alusão a capa do disco. Divertida e bem humorada, a música mostrava um som que era bem o que a banda é hoje. Descontraida. E o disco lançado essa semana continua mostrando isso. "I Broadcast", minha preferida, é um hit você cai de cabeça na primeira audição. Agitada e frenética, a canção começa calma e vai até te deixar dançando sozinho no metrô. "Lonesome Street" tem o melhor videoclipe do disco. E traz outra característica importante desse novo disco, as letras de todas as canções abordam o ser humano. Se perdendo como sociedade (em "Pyongyang"), se perdendo na multidão das megacidades (na magnifica "There Are Too Many of Us"), ou em nós mesmos (em "My Terracotta Heart"). "Ong Ong" tem um Damon Albarn suplicando para a pessoa de que ama que quer estar ao seu lado. ("To the isle of the black kites and the wishing tree
I wanna be with you. On the slow boat to Lantau through misty seas. I wanna be with you.").


Em entrevista a revista inglesa Mojo, Coxon confessa que as gravações surgiram e assim o album. Foi tomando forma aos poucos, entre um demo e outro. Foi quando de repente Damon e os membros viram que todas as demos poderiam ser melhoradas e virar um album. Tudo tendo inicio no apertado estudio Avon Studio, após um festival no Japão que foi cancelado, eles aproveitaram o tempo em Hong Kong para fazer umas demos. Lá eles chegavam a passar mais de dez horas por dia trabalhando nas canções, alguns sons vindos de rascunhos feitos por Albarn em seu GarageBand, e que mostrava para a banda de seu IPad. “Três de nós têm filhos e seria complicado achar esta liberdade na Inglaterra”, confessou Albarn à revista Les Inrockuptibles. “Teria sido também impossível recomeçar assim do zero, num estúdio qualquer. Ali, redescobrimos a empolgação de tocarmos canções de dez minutos, as ideias voavam entre nós…”

O vídeo sobre como fazer um sorvete... #goout


O vídeo sobre como dançar sozinho com estilo... #lonesomestreet


                                            







terça-feira, 21 de abril de 2015

So far... - O que aconteceu de bom até agora em 2015!

*De acordo com a minha cabeça fervilhante de boa música, crepes de Nutella e séries...

Pois é...

Esse blog até agora esteve hibernando. Assim como o gigante que acordou para protestar em Junho de 2013, ele pode voltar a dormir. Só Deus sabe de fato. O que eu tenho agora é um retrospecto do que aconteceu de bom na música, TV e cinema de 01 de janeiro a 21 de abril, cuja data é essa que escrevo. Na música já teve bastante barulho. Death Cab For Cutie e Passion Pit lançaram novos discos. Will Butler lançou um EP também. Sufjan Stevens fez um disco legal. Noel Gallagher e sua High Flying Birds fizeram um disco imenso. Mark Ronson fez seu melhor trabalho, assim como Madonna em anos. Kendrick Lamar e  Courtney Barnett lançaram já um dos dez melhores discos do ano. No ultimo domingo, Ringo Starr entra no Rock'n Roll Hall Of Fame, assim como Green Day e outros muitos. Já rolou os dois fins de semana de Coachella, com direito a Drake como o pior headliner da história de um festival (nem a Madonna beijando ele na boca num momento pra lá de bizarro, ajudou a melhorar). Já rolou o Lollapalooza pela América Latina (leia-se Brasil, Chile e Argentina).
 Na sétima arte, vi Vicio Inerente filme incrivel com Joaquin Phoenix fazendo um papel incrivel num dos mais legais do PTA; Frank, mostra Michael Fassbender arrebentando interpretando o lider de uma banda fadada aos ostracismo, o que leva a banda a ter a chance de ter sucesso no famoso festival South by Southwest. E diversos outros filmes como Birdman, The Imitaion Game, The Theory Of Everything, Whiplash, entre outros.
Pela TV, vi a nova temporada de Girls, com a Lena Dunham arrebentando novamente no seu papel de Hanna "Banana", vi Togetherness, dos irmaos Duplass, ambos pela HBO. Gotham continou e continou muito bem. e não vi Better Call Saul, ou House Of Cards, por isso fico devendo.

Como já escrevi demais, vou fazer o que sei fazer melhor, listas. Simples, fácil. Confesso que o que escrevi assim nem foram textos. Foram apenas descrições dos filmes, álbuns e séries que rolou no ano, mas assim como esse blog quer apenas recapitular e não fornecer mais do que as obras já fornecem, fica tudo mais fácil. Por esse caminho vamos lá.

10 discos que já saíram em 2015 e merecem toda a nossa atenção:

A parte do Oasis que mais surpreende.
Noel Gallagher's High Flying Birds - Chasing Yesterday
Minhas palavras:
 "Que disco. Merece ser ouvido várias vezes em 2015. Tem nuances e consegue arrancar nossa atenção passeando por momentos de desabafos, lembranças e canções que superam muitos momentos do Oasis. "Riverman" é um daqueles momentos que vale por um disco inteiro."

A banda de Alexis Taylor sempre surpreende. Sempre.
Hot Chip - Why Make Sense?
Minhas Palavras:
"Com o passar do tempo, os discos do Hot Chip parecem ficarem melhores do que os anteriores. Se isso é verdade ou não, não dá pra saber exatamente, o que fica fácil saber é que basta pegar esse novo e ver o quanto ele é ótimo."Huarache Lights", "Need You Now", assim como "Love is the Future" são clássicos da banda já."

A melhor capa de disco desse ano. Ponto final.
Passion Pit - Kindred
Minhas Palavras:
"Um disco cheio de amor. Amor, de um modo que apesar dos problemas que surgem beira ao utópico. Assim, Michael Angelakos nos traz belas letras e melodias que enchem o disco de esperanças para quem não achou o amor de sua vida, ou pra quem achou. Lindo do começo ao fim."

Intensa e profunda viagem.
Death Cab For Cutie - Kintsugi
Minhas Palavras:
"Não dá para ouvir esse disco sem se perder em meio as letras intensas de Ben Gibbard. De algum modo, talvez seja sua recente separação da atriz e cantora Zooey Deschanel que traz letras profundas sobre relacionamentos e vida. "Black Sun" é um dos muitos achados do disco"

Lamar é o rei do hip hop.
Kendrick Lamar - To Pimp A Butterfly
Minhas Palavras:
"Com letras que falam do quão nocivo é o preconceito e segregação ainda nos dias de hoje, o novo disco de Kendrick Lamar é quase um manifesto. Não pesado, nem irritante como os nossos Racionais. Ele o faz tocando na ferida, mas o bastante para nos fazer prestar atenção. E com boas canções."

O side B de Arcade Fire
Will Butler - Policy
Minhas Palavras:
 "O lado mais brilhante que Will Butler expos em seu disco de estreia é sua capacidade de nutrir tantos sentimentos em um EP. É uma explosão que vai da contagiante "Anna", para momentos de êxtase em "Take My Side". Passando por "Witness" e "Son Of God". Não tem como ficar indiferente a esse disco." 

"Let's dance!"
Mark Ronson - Uptown Special
Minhas Palavras:
"Mark Ronson, famoso produtor de gente tipo Amy Winehouse, Paul McCartney, entre vários outros já havia lançado outros dois discos. Nada que chegue aos pés desse seu novo trabalho. Aqui Ronson traz hits que já dominam as rádios como a parceria que fez com Bruno Mars, "Uptown Funk", um eco as ruas dos anos 70"

Não se engane esse é um disco de rock e dos bons.
Courtney Barnett - Sometimes I Sit and Think, And Sometimes I Just Sit
Minhas Palavras:
"A bela Courtney Barnett não está para brincadeira. A moça que surgiu com aquela canção super legal "Avant Gardener", traz um disco que faz logo de cara candidato a melhor coisa feita não só por ela, mas por qualquer um nesse ano. A faixa "An Illustration Of Loneliness (Sleepless In New York)" é pra ser ouvida sem parar."


Brittany Howard sempre gata.
Alabama Shakes - Sound and Color
Minhas Palavras:
"Se o primeiro disco 'Boys and Girls' fez jus ao sucesso estrondoso da banda nascida em Athens, Alabama, em 2009, o segundo mostra que dá pra tornar aquele blues ainda melhor e mais legal. A vocalista Brittany Howard é um dos pontos altos. Sua voz é divina e arrepia."


Belas canções.
The Decemberists - What A Terrible World, What A Beautiful World
Minhas Palavras:
"A banda de Oregon faz um disco que mantém as incríveis melodias, juntamente com letras memoráveis. "Let it all unbreak you to the day you met her/ But it'd make you better/ It'd make you better", da faixa "Make You Better" é o maior exemplo. O que todo o disco ouvido de uma vez forma é o que merece atenção." 

Até mais! 


Do site da Rolling Stone. Mais fotos da australiana Courtney Barnett clicando na foto.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Father John Misty. E o seu novo disco. Apenas.

* Um disco desses e acho que 2015 pode terminar agora...

Sério, o sujeito de nome J Tillman, também chamado de Father John Misty, também conhecido como o cara mais cool do indie nesses dias de hoje lança seu novo álbum, "I Love You Honeybear", que é um disco em sua essência romântico, belo e singelo. As letras das canções desse disco são coisas de outro mundo. "Bored In USA" tem essa letra, vaio vendo: " How many people rise and think. Oh good the stranger's body' s still here. Our arrangement hasn't changed. Now I've got a lifetime to consider all the ways. I grow more disappointing to you as my beauty warps and fades. I suspect you feel the same. When I was young I dreamt of a passionate obligation to a roommate." Um disco bárbaro. Apenas.



Todo o disco pela plataforma de streaming Rdio:








E a Pitchfork resolveu fazer uma matéria sobre o cantor mais romântico de 2015, nessa matéria abaixo, é só clicar na imagem:

http://pitchfork.com/features/articles/9589-father-john-misty-how-to-make-love/


Sugestivo? hehe... Até mais!


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Os 60 maiores discos de 2014

20 - Broken Bells
After The Disco





19 - Morrissey
World Peace Is None Of Your Business





18 - Spoon
They Want My Soul


 
17 - Chet Faker
Built On Glass





16- Goat
Commune 



O som cru e ritualistico do Goat encontra em guitarras algo diferente em termos de som, o que torna esse um dos discos mais legais de 2014. Nas repetições do som dos chocalhos, baixo e guitarras, trazendo lentamente as percussões é delirante em 'Words', a segunda faixa do album. O som dançante, tenebroso e cativante vem e vai, sempre com bons riffs. 



Uma faixa: 'The Light Within'


http://open.spotify.com/album/7uQp0QiuQzOblVPfNQhczi




15 - James
La Petite Mort






14 - Ryan Adams
Ryan Adams



Não se contentando em ter lançado um dos discos do ano, o bem comentado '1984', o cantor norte-americano que adora nos surpreender com um som country sem esquecer do rock'n roll bom de ouvir vem com canções que vao mais fundo em letras intimas que falam de erros humanos, problemas e bravuras. Não tem como escapar, a não ser aumentar o volume e deixar as faixas passarem em melodias que com certeza vão fazer muito bem.


Uma faixa: 'Am I Safe'


http://open.spotify.com/album/69K1Pef7hoy91Q81F6WPey



13 - TV On The Radio
Seeds 



A cabeça de David Andrew Sitek é uma caixa de surpresa maravilhosa. Nela há batidas que realmente são diferentes, belas e originais. A banda formada no Brooklyn que abusando de experimentalismos no desejo de encontrar novos sons, se tornou um dos grandes nomes da musica na década passada retorna nesse ano com um novo disco que beira ao brilhante feito de merecer ser ouvido todos os dias. Só não é o melhor do ano porque esse ano foi incrivel. A atmosfera e as vibrantes canções do disco fecham com a faixa-titulo 'Seeds', um ode a vida. Fantástico.


Uma faixa: 'Careful You'


http://open.spotify.com/album/093xy0P5h7elpQQMiNyQuD



12 - Kasabian
48:13

Os ingleses de Leicester já é uma das maiores bandas do país, vende e lota estadios. O que poderia vir num novo disco do Kasabian, depois do estrondoso sucesso de 'Velociraptor!', de 2011? Muitos jornalistas musicais se surpreenderam quando a primeira faixa divulgada do novo disco 'Eez-eh' surgiu. Uma balada chiclete que lembrava um pouco a banda no seu começo, mas meio que alternava ao que eles faziam até aqui. Caiam de cabeça em baladas frenéticas, agitadas e viciantes. O nome vem do tempo de duração do disco. As faixas com nomes bastante orginais trazem um dos melhores discos da banda, que traçando um caminho mais festivo, olha para o passado com a agitação de uma banda que olha o horizonte em busca de novos desafios.


Uma faixa: 'bumblebeee'






11- The War On Drugs
Lost In The Dream


https://www.rdio.com/artist/The_War_On_Drugs/album/Lost_In_The_Dream/




10 - Foo Fighters
Sonic Highways





9 - Interpol
El Pintor




8 - Jack White 
Lazaretto





7 - Weezer
Everything Will Be Alright In The End 




6 - Future Islands
Singles


Com um electro-pop aliando letras dilacerantes como a faixa que abre o disco, a banda americana que se formou em programa de arte da East California University, já está aqui em um de seus muitos discos (o quarto) com a mesma boa sonoridade. Um dos mais belos discos desse ano.


Uma faixa: 'Seasons (Waiting On You)' 

https://www.rdio.com/artist/Future_Islands/album/Singles/




5 - Coldplay
Ghost Stories 




4 -  The Black Keys
Turn Blue




3 - Damon Albarn
Everyday Robots









2 - St. Vincent
St. Vincent


https://www.rdio.com/artist/St._Vincent/album/St._Vincent/


1 - U2
Songs Of Innocence


Bono, Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. tiveram algo próximo a três discos concluídos. As gravações com o produtor Danger Mouse foram produtivas e levaram a banda a explorar novos e antigos ritmos que dariam uma cara inovadora a banda que a cinco anos não apresenta um album novo. No inicio desse ano, enquanto todos esperavam que o recem lançado single 'Invisible' seria um prenuncio de um album pelos proximos meses, a banda decidiu que 2015 seria o momento certo de lançar algo.

Surpreendendo a todos, a banda de subito divulga de forma controversa seu novo disco. De graça, e disponivel a todos os Itunes do mundo, seja por meio de IPhones ou por meio de usuarios Mac ou PC. Gerando um marketing difuso em cima do mais recente IPhone 6, a banda se desculpou num video feito pela banda, e mais recentemente pediu desculpa por pedir desculpa em uma entrevista a revista inglesa Mojo, “I’m already working on the apology… for the apology, because I’m very proud of what we did. It’s one of the proudest moments in U2’s history", disse Bono a revista. ("Eu já estou trabalhando em uma desculpa... pela desculpa dada, porque eu estou orgulhoso do que fizemos. Foi um dos momentos mais recompensantes da historia do U2.").

Polemica a parte, se referindo ao trabalho da banda, as criticas foram do céu ao inferno. A NME deu nota 4 dizendo que o disco não faz jus a historia da banda que sempre apresentou diferentes sons; já a Rolling Stone elegeu o album o melhor do ano, por redefinir a historia da banda e do proprio Rock'n Roll em uma homenagem explicita a Jonny Ramone na faixa que abre o disco.

Eu proprio achei um trabalho unico. Não é o melhor da carreira da banda, mas redefine uma trajetoria que não busca quebrar paradigmas e trazer novos sons. Acima de tudo é o apice de uma historia que já passou por diferentes décadas e não busca por afirmação. Ao mesmo tempo que não se mostra cansada e exausta, pelo contrario, a energia em 'Songs Of Innocence', é a mesma que tiveram em 'Boy' e isso fica nitido da primeira a barbara ultima faixa 'The Troubles', que divide a voz com a cantora Lykke Li. É um trabalho mais que honesto, é de abrir o coração. Aqui não só o deles que estão claramente abertos para quem ouve, mas para nós que acabamos nos entusiasmando com os sentimentos das canções.


Uma faixa: 'Every Breaking Wave'




Até mais em 2015!

:-)